“Domingo Sangrento” foi há 40 anos

Quatro décadas já passaram sobre o dia em que uma manifestação pacífica, na Irlanda do Norte, se transformou num massacre histórico, que ficou conhecido como “Bloody Sunday“.

Na História mundial são alguns os domingos sangrentos de que há memória. Mas a tragédia que para sempre ficaria recordada como “Bloody Sunday” ocorreu a 30 de janeiro de 1972, faz hoje 40 anos, quando um protesto pacífico em Londonderry, na Irlanda do Norte, foi reprimido de forma violenta pelo Exército britânico, causando 13 mortos, seis deles menores, além de 17 feridos, um dos quais veio a falecer pouco tempo depois.

Entre sete mil a 10 mil pessoas marcharam nesse domingo nas ruas de Londonderry em defesa dos Direitos Humanos, apelando ao fim da política de “Internment” implementada pelo Governo britânico em 1971, na Irlanda do Norte, que permitia o aprisionamento, sem julgamento, de nacionalistas suspeitos de pertencerem ao movimento independentista IRA ou outros grupos radicais.

A manifestação pacífica, na qual os participantes eram católicos a favor da reunificação das “duas Irlandas”, acabou em tragédia fatal para 14 famílias. No entanto, a investigação realizada de seguida, nada minuciosa, exonerava os militares britânicos de qualquer culpa no massacre, referindo que estes tinham aberto fogo apenas depois de serem atacados. Este relatório originou sucessivos movimentos de apelo a novas investigações, mais isentas, o que só acabou por acontecer em 1998, numa decisão do Governo trabalhista do primeiro-ministro Tony Blair.

Pedido de desculpas com décadas de atraso

O Inquérito Saville, criado em 1998 para analisar os acontecimentos do “Domingo Sangrento”, terminou seis anos depois, em novembro de 2004, mas as suas conclusões só foram publicadas em 2010 e com uma inversão total no apuramento da verdade: afinal, nenhuma das vítimas estava armada e os soldados britânicos não fizeram qualquer aviso antes de abrirem fogo contra a multidão.

Quando o atual primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, anunciou publicamente os resultados da investigação em junho de 2010, acrescentou um pedido oficial e formal de desculpas às vítimas do massacre em nome do Governo do Reino Unido.

Fonte: Expresso

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