Os Simpsons. Venha de lá mais meio milhar que 500 é pouco

A Maggie ainda é bebé, o Bart anda na Escola e a Lisa não preside à Casa Branca. Mas estreia hoje nos EUA o novo episódio da mais longa série americana.

Matt Groening nunca gostou particularmente de ir à escola. Frequentou uma faculdade hippie que cumpria o sonho de qualquer aluno: não tinha testes. E sempre que as aulas o aborreciam desenhava. Durante o seu período estudantil chegou a presidir a associação de estudantes, um cargo que ocupou até tentar criar uma alínea que lhe permitia manter-se na posição por tempo indeterminado.

O reinado dos Simpsons dura há uma longa dinastia. Tem altos e baixos, mas vai para a 23ª temporada (estreou a 17 de Dezembro de 1989) e há contrato para pelo menos mais uma. O elixir de longevidade dos Simpsons é composto pela adaptação ao evoluir das situações sociais, políticas e publicitárias do momento e pela introdução de figuras públicas no território de Homer Simpson e companhia.

Após Matt se ter formado no Evergreen State College, resolveu viajar para Los Angeles para seguir uma carreira de escrita. Começou por ser assistente e biógrafo de um cineasta de 88 anos. Ora, já Axl Rose dizia que a vida em em Los Angeles é uma “jungle, baby”, e Matt partilhava da mesma opinião. Assim escreveu “Life in Hell”, uma série de tiras cómicas que ralhavam com a escola, o trabalho ou o amor. Teve sucesso na imprensa e cativou o olhar televisivo.

James L. Brooks, o futuro produtor e roteirista do filme dos Simpsons, lançou-lhe a ideia de ter uma criação satírica televisiva dentro do “The Tracy Ullman Show”. Matt até pensou metaforizar a sua vida, mas mudou de ideias e lembrou-se de criar mais uma família disfuncional americana.

Na hora de baptizar o agregado Simpson, não foi bafejado pela criatividade e recorreu à sua própria casa: Homer é o nome do seu pai, Marge da mãe, Lisa e Maggie são as irmãs. Bart vem de uma brincadeira com a palavra “brat”, pirralho reguilas em português do Algarve. Nos idos de 90, confessou que Bart é um dos seus preferidos e que foi inspirado em Dennis o Pimentinha e na sua própria infância. A roda dos Simpsons girou, ultrapassou o seu hospedeiro e acabou a imperar na televisão. E memso no mercado. Só a fortuna de Matt ascende a mais de 150 milhões de euros. A sua reputação criativa também é forte: foi considerado o terceiro génio vivo pelo “The London Telegraph”, recebeu as chaves da cidade de Cannes, recebeu 9 Emmys com os Simpsons e 1 com o “primo” “Futurama”.

O episódio 500 vai conter muitas peripécias e, sem estragar as surpresas, desvendamos o véu. A família Simpson vai ser voluntariamente obrigada a sair de Springfield e durante o exílio encontra Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, que terá voz do próprio. O resto está nas mãos da sabedoria de Homer Simpson, que na nossa opinião tudo fará para voltar à Taberna do Moe.

Matt não gosta de tabernas, porque o assustam. Por esta altura estão a imaginá-lo como o nerd Jeff Alberston, vulgo “Comic Book Guy” dos Simpsons. E não estão longe da verdade, porque foi assim que, meio a brincar, Matt se definiu em entrevistas prestadas à imprensa.

A magia dos Simpsons reside nos pormenores que os fãs descobrem. Naquelas alegorias a pinturas, a filmes ou musicais famosos, nas piadas mordazes disfarçadas de tolice, na transversalidade da crítica. E ainda na possibilidade de vestir a T-shirt do Bart com o rabo de fora.

Há 250 episódios atrás, Matt garantia que viriam outros tantos. Agora afiança que os Simpsons ainda estão para durar. Nós plagiamos Mr.Burns: “Excellent”.

Fonte: I

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