Oficiais das Forças Armadas agradecem “prémio” da CIA

Catalogados pela agência de serviços secretos norte-americana CIA como “grupo de pressão”, Associação dos Oficiais das Forças Armadas agradecem o “prémio”, mas dizem que não passa de um “fait divers”.

A Associação dos Oficiais das Forças Armadas não é um “grupo de pressão” nem desenvolve uma atividade com objetivos políticos.  Os oficiais apenas procuram “exercer influência” em benefício dos militares.

“Diríamos que nós não nos constituímos como um grupo de pressão, mas obviamente tentamos exercer influência sobre quem toma decisões que nós, em cada circunstância, consideramos se são as adequadas para os militares”, acrescentou à agência Lusa o presidente AOFA Manuel Carcel.

O representante da AOFA reagia desta forma à notícia hoje publicada no “Diário de Notícias” segundo a qual esta associação militar foi incluída numa lista de “grupos de pressão” portugueses no site da agência de serviços secretos norte-americana CIA.

Para o representante dos Oficiais das Forças Armadas, este “prémio com que a AOFA foi distinguida” pela CIA justifica-se pelo facto de a associação ter “no seu seio militares que ocuparam altos cargos e, como tal, são considerados”.

Embaixada americana convida militares

Manuel Carcel considerou ainda outra hipótese como explicação: “Uma das razões tem a ver com a importância que as instituições de militares dos Estados Unidos da América (EUA) têm, e com a sua influência. É normal criarem-se lóbis e estão instituídos, fazem parte das regras. Nos EUA as associações têm um peso enorme no tratamento dos assuntos que dizem respeito aos militares”.

Apesar de considerar esta referência no site da CIA um fait divers, o presidente da AOFA afirmou que é o “reconhecimento que a associação tem vindo a desempenhar eficazmente o seu papel” e entende que as outras associações militares mereciam por parte da CIA o mesmo tratamento.

Manuel Carcel adiantou ainda que as três associações militares em Portugal foram contactadas pela embaixada dos EUA em Lisboa para um encontro, que ainda não aconteceu apenas por motivos de agenda.

“Respondemos positivamente a essa solicitação, no pressuposto de que não há mal nenhum em trocarmos informações. Não vamos expor algo que se intrometa com a soberania”, disse.

Fonte: Expresso

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s