50 anos do olhar de Gérard Castello-Lopes na Gulbenkian de Paris

A exposição “Aparições — A Fotografia de Gérard Castello-Lopes 1956-2006”, que junta cerca de 150 fotografias tiradas pelo artista ao longo de meio século, é inaugurada hoje na Gulbenkian de Paris, onde fica até 25 de agosto.

Gérard Castello-Lopes nasceu e morreu em França, mas passou parte da sua vida em Portugal.

Neste percurso entre os dois países, o homem que foi considerado como o principal representante da “geração de ouro” da fotografia portuguesa, marcou também o cinema — como crítico, ator, assistente de realização e administrador da Filmes Castello-Lopes — e o jazz, como cofundador do Hot Clube de Portugal, em 1948.

Em declarações à agência Lusa, Jorge Calado, comissário da exposição, explicou que, embora a base daquilo que vai ser apresentado em Paris seja a mesma que compôs a exposição apresentada em Lisboa, no ano passado, no espaço BES Arte & Finança, há detalhes que marcam a diferença.

“A diferença fundamental é o espaço. Este espaço é mais pequeno do que o de Lisboa e completamente diferente, é um espaço mais íntimo. A distribuição das fotografias é completamente diferente num caso e noutro”, afirmou.

Para além disso, “há fotografias que estavam em Lisboa e que não estarão aqui em Paris e vice-versa, porque não têm o mesmo significado para as duas cidades”.

É o caso, por exemplo, como contou, “de uma fotografia tirada à Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, a partir dos escritórios da Filmes Castello-Lopes, onde, curiosamente, é agora o espaço BES Arte & Finança, que acolheu a exposição. Ali, a fotografia fazia todo o sentido”.

O inverso também acontece. Jorge Calado contou que na seleção das fotografias em Paris “existe um célebre retrato que Gérard Castello-Lopes fez do comandante Jacques-Yves Cousteau, que em França é uma figura mítica, e que acaba por ter ainda mais graça porque o Gérard começou a fotografar pelo seu interesse por atividades marítimas”.

Os trabalhos atravessam meio século de atividade do autor, mas não respeitam um ordem cronológica. Para além disso, “há fotografias com dois centímetros, outras com dois metros, outras a cores e outras a preto e branco”. Ainda assim, é “sempre o mesmo Gérard a fotografar”.

A maior parte das obras de Gérard Castello-Lopes permaneceram desconhecidas até à sua revelação pela Galeria Ether, em Lisboa, na década de 1980.

Esta exposição foi da iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o Banco Espírito Santo/ BES Arte & Finança, e é uma homenagem póstuma ao autor, que morreu em fevereiro de 2011.

Fonte: I

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