Porque raio os fomos tirar dos coqueiros?!? (com vídeo)

Já lá vão uns meses desde que escrevi o último artigo que gerou algum desconforto junto de alguns brasileiros que lêem o meu blog. Pois bem, hoje é o dia em que vou voltar a abordar o tema Portugal-Brasil.

Quem me conhece sabe o que penso deste nosso povo “irmão”, e, baseado no que vejo e ouço, acho que não devo ter preocupações em dizer o que penso… lá do outro lado do Atlântico, eles fazem o mesmo.

Depois da polémica com Maitê Proença, que fez um vídeo em que gozava com os portugueses, a nossa cultura e língua, eis que agora, um outro programa da TV brasileira volta à carga com insultos e barbaridades sobre os Lusitanos.

Aproveitando o jogo dos quartos de final do Campeonato da Europa em futebol, o dito programa foi assistir ao jogo Portugal-Rep. Checa e não teve qualquer pudor em insultar tudo que fosse português. Desde dizer que as nossas mulheres usam bigode, até nos chamar, literalmente, de burros, o repórter disse um pouco de tudo, utilizando um tom sarcástico e de gozo. Chegou mesmo ao ponto de dizer a Miguel Lopes que Portugal só estava a ter sucesso no torneio porque a equipa brasileira não o disputava.

Não satisfeitos com a pseudo-reportagem, alguns dias depois, no programa, o assunto volta à tona e, mais uma vez, lá vem o tom de gozo novamente. Expressões como “Os brasileiros fazem piadas sobre portugueses há 500 anos e só agora vocês perceberam. A gente vai parar.”

A mim apetece-me responder: À mais de 500 anos fizemo-los descer dos coqueiros… desculpem, deviam ter lá ficado!

Para finalizar, fica uma pequena descrição do que os nossos navegadores encontraram quando chegaram ao Brasil…

“Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas  vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos  brancos e verdadeiros, de comprimento

duma mão travessa,  da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber.

Os cabelos seus são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que de sobrepente, de boa grandura e rapados até por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte para detrás, uma espécie de cabeleira de penas de ave amarelas, que seria do comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço

e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena e pena, com uma confeição branda como cera  (mas não o era), de maneira  que a cabeleira ficava mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar.” 

in Carta de Pêro Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel

O Vídeo que me levou a escrever este texto…

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