Morreu o jovem francês da extrema-esquerda espancado por neonazis

Quatro pessoas foram detidas pela agressão. Políticos começam a falar na erradicação de alguns grupos extremistas de direita.

O jovem de 18 anos militante de um grupo de extrema-esquerda agredido na quarta-feira em Paris por neonazis morreu. Clément Méric era estudante de Ciência Política e membro do sindicato Solidires e da Acção Antifascista.

Os partidos, de direita e de esquerda, manifestaram repúdio pelo crime e marcaram, juntamente com alguns sindicatos, uma manifestação para esta tarde, às seis e meia locais (17h30 em Lisboa).

Num comunicado, o ministro do Interior, Manuel Valls, disse que a sua determinação em “erradicar esta violência que tem a marca da extrema-direita é total”. O presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, denunciou a “agressão mortal perpretada por militantes da extrema-direita” e pediu à polícia para ser rápida na identificação e prisão dos responsáveis pela agressão a Clément Méric.

Ao iníco da tarde quatro pessoas, “incluindo o provável autor” da agressão a Clément Meric, foram detidas para interrogatório e vão ficar em prisão preventiva.

Segundo uma fonte policial citada pela AFP, as autoridades “acederam rapidamente” a pistas concretas e a fotos do grupo que atacou o jovem. Trata-se de pessoas que “gravitam” em torno do “núcleo duro das Juventudes Nacionalistas Revolucionárias, um grupo de extrema-direita.

O crime ocorreu na quarta-feira. Méric estava com três amigos num apartamento parisiense para participarem numa venda privada de roupa. Entre os potenciais compradores estavam grupos de extrema-esquerda e de extrema-direita, conta o Monde.

Perto das 18h, dois homens e uma mulher chegaram ao apartamento e, de acordo com as testemunhos recolhidos pela polícia, pertenciam ao movimento neonazi: tinham tatuagens de suásticas e camisolas a dizer “Sangue e Honra” (um grupo neonazi britânico). Os recém-chegados terão tentado impedir a entrada de mais pessoas e, de acordo com uma fonte policial citada pela AFP, os membros da extrema-esquerda identificaram-se como militantes antifascistas. Minutos depois, saem do apartamento, mas as provocações prosseguiram e os neonazis saíram também para a rua.

A Rua Caumartin é uma via pedonal muito movimentada nas traseiras dos Grands Magasins do Bairro Haussmann. Foi onde os dois grupos se enfrentaram. Clément Méric, diz a AFP, não conseguiu sequer erguer os punhos pois foi atingido por um “murro violento” com uma soqueira de metal, segundo as testemunhas. O jovem, bastante mais frágil do que os adversários, caiu e a sua cabeça chocou com um poste. Inconsciente, foi levado para o hospital La Pitié-Salpêtrière onde foi dado o diagnóstico: morte cerebral.

As reacções ao crime — condenado por todos os sectores políticos; a Frente Nacional de Marinne Le Pen (extrema-direita) fez saber que os agressores não estão ligados ao seu partido — fazem prever mais uma convulsão social em França. Há grupos políticos e movimentos civis a marcarem manifestações para esta tarde, para pedirem o fim dos movimentos de extrema-direita e neonazis.

O Presidente francês, François Hollande, que se encontra em Tóquio (Japão) em visita oficial, condenou a agressão e deixou a ideia de alguns grupos extremistas poderem vir a ser ilegalizados: “Todos os elementos nos levam pensar que foi um grupo de skinheads, sem dúvida por algum motivo político. Estes grupos que criam a desordem devem ser reprimidos. Devemos tirar todas as conclusões [deste crime]. Temos de saber o que motiva estes indivíduos e se pertencem a um grupo e se este grupo é político, organizado, estruturado, de forma a tomarmos medidas.”

Fonte: Público

Depois desta notícia, só um pequeno comentário:

Concordo, em absoluto, com a irradicação deste tipo de violência e dos grupos extremistas. No entanto, gostava de entender porque é que a expressão “extrema-direita” tem uma conotação diferente da expressão “extrema-esquerda”.

A expressão “extrema” a mim faz-me confusão, venha ela da direita, da esuqerda ou de outro lado qualquer. Não vejo diferença entre a Alemanha de Hitler e, por exemplo, a China de Mao Tse Tung .

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