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James Gandolfini morre aos 51 anos

O site TMZ terá sido o primeiro a dar a notícia da morte de James Gandolfini, mas a mesma já foi confirmada por diversas fontes, incluindo a produtora para a qual trabalhava, a HBO.

O ator, de 51 anos, que ganhou reconhecimento no papel de “Tony” na série, “Os Sopranos”, da HBO, não resistiu a um ataque cardíaco, durante a sua estadia em Itália, esta Quarta-feira.

Gandolfini conta no seu curriculo com diversos prémios: três Emmys em cinco nomeações e ainda um Globo de Ouro. Era uma das estrelas da HBO, existindo já conversas para um regresso a tempo inteiro à televisão para integrar o elenco da série Criminal Justice (Justiça Criminal).

Num comunicado oficial, o director da produtora, Chris Albrecht, afirma-se “abalado com a nótícia”, na mesma nota pode ler-se ainda: “Éramos como uma família aqui. É uma perda enorme”.

O ator era casado com Deborah Lin e tinha dois filhos, Liliana, de oito meses, e Michael, de 14, fruto de um casamento anterior.

James Gandolfini. photo: Barry Wetcher

O filme-manifesto para impedir que a barragem destrua o Vale do Tua

Vale do Tua é um filme para alertar contra “um atentado grave demais”. A construção da barragem vai destruir um património único, defendem os autores.

António Castelo tem 26 anos e passou um mês a observar os animais e plantas que vivem em torno de um dos rios mais selvagens e preservados da Europa, o Tua. O jovem produtor da curta metragem Vale do Tua, pode considerar-se um privilegiado, pelas piores razões.

A maioria dos portugueses não conhece as paisagens que paulatinamente o afluente do Douro ajudou a moldar. A maioria dos portugueses talvez nunca as chegue a conhecer. A construção da barragem de Foz-Tua, adjudicada à EDP, destruirá uma parte considerável do curso final do rio, transformando-o em albufeira.

Numa tentativa de alertar para esta realidade, a associação Aid Nature e o Partido dos Animais e da Natureza (PAN) lançaram ontem, na FNAC do Colombo, a anteestria de um filme “acerca do Vale do Tua e da destruição causada pela construção da barragem do Foz Tua e da perda do património mundial do Alto Douro Vinhateiro”, anunciam.

Fonte: Visão

Veja aqui o filme completo

O melhor do Doclisboa grátis e no seu computador

Até domingo, seis filmes que deram nas vistas no Festival de Cinema Documental de Lisboa vão estar disponíveis em streaming.

O Doc Alliance é daqueles sites que justificam a compra dispendiosa de um projector para ter em casa, ligar ao computador e convidar os amigos para um festival de cinema organizado por si. Todos os meses o site que resulta da parceria de sete festivais de cinema documental europeus acrescenta filmes novos à sua videoteca – que já conta com mais de 700. O melhor é que pode vê-los a qualquer altura em streaming, sem pagar um tostão.

Grande parte dos filmes foram exibidos nos festivais parceiros ou foram enviados para o Doc Alliance pelos próprios realizadores para promoção. E não pense que são de má qualidade ou só de realizadores desconhecidos.

Em Fevereiro, o site dedicou uma retrospectiva à cineasta Agnès Varda com 17 documentários, incluindo o mais conhecido, “As Praias de Agnès”, de 2008. Durante este mês, o cinema da Europa Central e de Leste esteve em destaque com uma selecção dos melhores documentários do ano numa secção intitulada “East Silver Caravan”. Desde ontem e até domingo as atenções estão viradas para o cinema documental português.

O Doclisboa foi o último a acertar parceria com o Doc Alliance (os outros festivais parceiros são o CPH:DOX Copenhagen, o DOK Leipzig, o FID Marseille, o Jihlava IDFF, o Planete Doc Film Festival e o Visions du Réel Nyon) e escolheu seis filmes premiados nas últimas edições do festival.

“Li Ké Terra” (de Nuno Baptista, João Miller Guerra e Filipa Reis), o vencedor da edição de 2010, que conta a história de dois imigrantes cabo-verdianos ilegais em Portugal, é um deles. Também lá está “A Nossa Forma de Vida” (Pedro Filipe Marques), o documentário vencedor de 2011, sobre o casal Armando e Maria Fernanda.

Um dos mais conhecidos em streaming talvez seja “É na Terra, não É na Lua” (Gonçalo Tocha), sobre a ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, com 450 habitantes, que venceu o prémio Cidade de Lisboa da edição de 2011. “Praxis” (Bruno Moraes Cabral), curta premiada no mesmo ano, é um olhar sobre a tradição das praxes nas universidades portugueses, enquanto “Como as Serras Crescem” (Maria João Soares) mostra como se produz o sal nas salinas.

“Snack-Bar Aquário” (Sérgio da Costa), de 2010, é o documentário recomendado no site, o retrato de um bar à beira da estrada na província.

Por enquanto o streaming dos filmes é gratuito. Se quiser fazer download de algum terá de pagar uma quantia simbólica, que geralmente ronda os 1,5 euros.

Fonte: I

Miguel Gomes preside ao júri da Semana da Crítica de Cannes

Miguel Gomes, que se tem destacado internacionalmente no último ano com Tabu, foi o escolhido para presidir ao júri da Semana da Crítica do Festival de Cannes, uma secção paralela que tem como objectivo divulgar novos talentos.

O realizador português sucede assim ao cineasta francês Bertrand Bonello que no ano passado entregou o grande prémio da crítica a Antonio Méndez Esparza com o filme Aquí y Allá. Em comunicado, a organização da secção justificou a escolha de Miguel Gomes escrevendo que o realizador “encarna perfeitamente” a missão desta secção, sendo a pessoa certa para ajudar a “descobrir novos autores através de uma primeira ou segunda obra e revelá-los no panorama internacional”.

No mesmo comunicado, Miguel Gomes revela estar “orgulhoso” por poder ajudar um filme que ainda não estreou. “Embora esteja prestes a terminar uma curta-metragem e em preparação para a próxima longa-metragem, esta é uma experiência à qual não posso resistir”, acrescentou o realizador.

Este será assim o regresso de Miguel Gomes a Cannes, depois de em 2008 ter estreado Aquele Querido Mês de Agosto na Quinzena dos Realizadores, uma outra secção paralela do mais importante festival de cinema.381491

O realizador sublinha ainda que como presidente do júri desta secção será “democrático e aberto”. “Todos os filmes propõem um pacto com o espectador, devem ser capazes de projector o seu próprio universo, a sua própria sensibilidade. Vou tentar encontrar este caminho nestas primeiras obras”, sublinha Miguel Gomes, considerado pela organização da Semana da Crítica como um “modelo para a nova geração de cineastas internacionais”.

Para a entrega do prémio, Miguel Gomes não estará sozinho. O júri será ainda composto por quatro jornalistas internacionais, cujo nome não foi ainda anunciado.

No ano passado, João Pedro Rodrigues, realizador de Morrer Como Um Homem e de A Última Vez que Vi Macau, foi o escolhido para presidente de júri das curtas-metragens desta secção. Para a edição deste ano ainda não foi anunciado o sucessor.

A Semana da Crítica do Festival de Cannes foi fundada em 1962 pelo Sindicato Francês dos Críticos de Cinema e é a mais antiga das secções paralelas do Festival de Cannes. Nela são apresentadas primeiras e segundas obras de realizadores de todo o mundo. Neste momento ainda está a decorrer a fase de candidaturas, pelo que os filmes em competição serão anunciados apenas na segunda semana de Abril.

A edição deste ano acontece entre os dias 16 e 24 de Maio, em paralelo com o Festival de Cannes, que também já conhece o seu presidente de júri. O realizador norte-americano Steven Spielberg foi o escolhido para entregar a Palma de Ouro, a 26 de Maio.

Fonte: Público

Fantasporto maioritariamente estrangeiro

A 33.ª edição do Festival Internacional de Cinema Fantasporto vai ter lugar entre 1 e 10 de Março, no Porto, com a participação de 35 países. O período Pré-Fantas tem início a 25 de Fevereiro e termina a 28 de Fevereiro.

Dos 300 filmes que vão participar nesta edição do Fantasporto, 80% corresponde a produções europeias.

O Pré-Fantas vai abrir com o filme do realizador belga René Laloux, «O Planeta Selvagem», em celebração dos 40 anos.

O realizador português António Macedo vai ser homenageado com o prémio por uma Carreira. Serão exibidos alguns dos seus filmes como «O Princípio da Sabedoria», «Os Abismos da Meia Noite», «Os Emissários de Khalom» e «Chá Forte com Limão».

A sessão oficial de abertura do evento, a 1 de Março, terá lugar no Teatro Rivoli, no Porto, com as produções «The Red Shoes», de Michael Powell e Eric Pressburger, Reino Unido, e «Mama», de Andrès Muschietti, Espanha e Canadá. Esta edição vai encerrar com «Robot & Frank», de Jake Schreier, dos EUA.

O filme «The Red Shoes» comemora o 65.º aniversário este ano.

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