Arquivo da categoria: Crónica

O ano do TRI(z)

A certa altura do ano competitivo, Jorge Jesus (JJ), falou de uma “época de sonho”, mas no final tornou-se numa época de pesadelo.

É sabido que a alma, ou ego como prefiro chamar, benfiquista é muitas vezes maior que o próprio corpo do adepto, são o maior clube do Mundo, em número de sócios, leia-se. Esse ego leva o benfiquista a imaginar que tudo é possível…

Quando em 2010 foi campeão, JJ disse que dali em diante já ninguém parava o Benfica, a Liga dos Campeões da época seguinte era o próximo objectivo porque, internamente, não havia adversário à altura… terminou o campeonato a 21 ponto do primeiro lugar…

Este ano, embuídos desse espírito, os egos das águias voltaram à ribalta e eis que de súbido, já eram campeões, a Taça de Portugal já estava arrumada e a Liga Europa, também não era assim tão impossível, a Tripleta estava garantida!

Confesso que, depois do jogo contra o meu Sporting, cheguei a afirmar que lá seriam campeões… principalmente pela arbitragem, estava escrito que o Benfica seria campeão mas, eis que o Estoril, a equipa sensação, arranca um empate e a águia treme.

Pouco tempo passou até ao desmoronar dos castelo… 1-2 no Dragão e 1-2 em Amsterdão, contra o Chelsea, ambos os jogos, perdidos no minuto 92 do jogo, que se revelaram uma facada nesse ego, até porque, pelo menos iam poder festejar a Taça de Portugal. Mal por mal, lá se terminava a época em grande  e garantia um arranque da próxima época com um jogo contra o Porto, que sim, lá tinha conseguido o seu Tri…campeonato

Hoje, todos os elementos estavam lá, a verdadeira festa da taça, como deve ser, sol, bom ambiente, churrascos, música e claro, o ego benfiquista. Mas esqueceram que o ego vimaranense é tão ou mais forte, apesar de bem mais pequeno em número. No final, chapa 3… 1-2 para o Guimarães, não foi aos 92 mas foi perto do final. ’79 e ’81, foram os minutos dos golos. JJ não caiu de joelhos mas chorou aos ’92 e, já depois do apito do árbitro, ainda teve tempo para ouvir as reclamações de Cardozo, com um empurrão pelo caminho.

Se, depois do jogo do Chelsea, JJ foi aclamado pelos adeptos, hoje soltaram a raiva e o trinador foi o principal visado nos insultos dos adeptos.

Terminou assim a época da águia, foi por um triz que conquistaram a tripleta mas…

Mas falando em “triz” e “tris”, não posso deixar de expressar a minha tristeza, pelo momento triste que alguns dos jogadores do Benfica demonstraram, ao não ficarem para assistir à entrega do troféu ao Vitória de Guimarães. Os “maiores do Mundo” tornaram-se pequeninos, muitos pequeninos.

A Luz volta a arder, mas desta vez as labaredas não são visíveis 😉

benfas

Estudantes, queimas, praxes, trajes e afins… Mesmo a crítica tem limites

Ontem, durante o meu “passeio” pelos sites dos jornais, deparei-me com o artigo que, em seguida, apresento, e que, ao longo do dia foi sendo partilhado por diversas pessoas.

Usando um tema bastante atual, o autor (Nicolau do Vale Pais), solta a caneta e faz uma análise da situação, do seu ponto de vista, obtuso e ofensivo.

Aqui fica o texto…

“A morte saiu à rua” na Queima do Porto

No passado dia 4 de Maio, Marlon Correia foi assassinado a sangue frio dentro do recinto da Queima das Fitas do Porto, vulgo Queimódromo.

No passado dia 4 de Maio, Marlon Correia foi assassinado a sangue frio dentro do recinto da Queima das Fitas do Porto, vulgo Queimódromo. Marlon tentava proteger a receita proveniente das vendas de ingressos daquele certame, da responsabilidade da Federação Académica do Porto. Foi abatido com dois tiros letais; a morte saiu à rua, mas a Queima não podia parar.

A Federação Académica do Porto (FAP) é uma federação de associações, mas só para o que lhe interessa. Como lembrava Alfredo Leite no “Jornal de Notícias” no dia seguinte, se perguntarmos à população estudantil do Porto qual o papel da FAP nas suas vidas, a resposta será previsivelmente “gerir o dinheiro da Queima”. Alfredo Leite lembra, por exemplo, o facto da FAP cartelizar (a palavra é minha) a venda de bebidas alcoólicas para a “festa”, obrigando as associações que a constituem a abastecerem-se de produto junto da própria FAP…

Aqui e acolá, em resposta às reflexões nascidas desta tragédia, surgem já algumas vozes que vão levantando o pano sobre o que está por detrás desta negociata, obrigando-nos a reflectir sobre a nossa tolerância para com a mesma, que inclui a cedência a custo zero de uma fatia gigante do Parque da Cidade em nome da “celebração”, da “comunidade” e da “tolerância”; ou seja, em nome de tudo aquilo que a FAP não soube defender quando a morte lhes bateu à porta. Da minha parte, penso que esta é uma oportunidade negra, mas única, para reflectirmos sobre o lugar relativo da Praxe e das Queimas na comunidade universitária, ou na construção da própria imagem da universidade como local de especialização técnica e emancipação pessoal, no caminho para a idade adulta. No fundo, é terrível, mas natural, que uma instituição que promove a praxe como ritual de “integração” não perceba nada de dignidade humana; não seria de esperar que quem faz da humilhação “integração” percebesse os elementares valores que se levantavam perante a barbaridade. Viver na estupidez militante de justificar, seja porque meios for, a humilhação de terceiros, implica uma perigosa falta de imaginação, implica não perceber o essencial da vida em sociedade; e o essencial é que não há perdão possível nem para o(s) homicida(s), nem para a indiferença manifestada ao nível oficial, muitos menos para explicações tíbias. Três gestos públicos básicos teriam cumprido na elementar obrigação de luto:
– a suspensão da Queima por 24 horas em homenagem ao defunto;
– o esclarecimento cabal e inequívoco dos factos ocorridos e a manifestação pública de um empenho incansável na procura e criminalização dos responsáveis;
– a transformação da receita dos bilhetes daquela noite em fundo de apoio à família do jovem, que ainda por cima se encontra deslocalizada na Venezuela, de onde tinham mandado o filho para Portugal, à procura de outra dignidade.

Como na canção de José Afonso “A morte saiu à rua” (dedicada ao pintor José Dias Coelho, assassinado pela PIDE em 1961), é a violência que dispara, mas é a cobardia que a deixa perpetuar. Podem dizer-me que havia muitos contratos a cumprir, muitas responsabilidades etc…; mas isso só pega na bem-falância natural de uma classe dirigente universitária cada vez mais próxima dos piores tiques de irresponsabilidade da classe política, com quem se entende às mil maravilhas na legitimação pública destes negócios, disfarçados de certames ou tradição ou lá o que é. Só que, e desculpem a frieza causídica, se não há nos contratos de organização do evento cláusulas de força maior, então é porque os meninos que o organizam ainda são só isso, meninos, e ainda não perceberam nada da liberdade que os deixa ter poder. Cresçam, e apareçam. Depressa.

Tudo o que de pior se poderia pensar sobre o deboche do ser humano implícito no vosso trajar ficou à mostra, e nem com muita má vontade se poderia imaginar pior.

Fonte: Jornal de Negócios

A morte de um jovem, mais ou menos dramática, estudante ou não, é, por si só, um momento de profundo pesar e que, em certas circunstâncias nos deve fazer parar para pensar.

O que aconteceu com Marlon Correia, no dia 4 de Maio, é um momento de dor, dor não só para a família e amigos mais próximos mas para toda a gente, é a vida de um jovem que chega ao fim, de forma violenta e repentina.

A atitude da FAP, ao não encerrar o recinto na primeira noite da queima é, no mínimo, reprovável. Num momento como este não há lugar a interesses contratuais instalados, ou qualquer tipo de festejo. Toda a comunidade universitária sentiu esta morte de uma forma especial, e isso ficou patente nas diferentes mensagens de pesar que foram enviadas nas redes sociais, esse pesar merecia um melhor respeito por parte da organização do evento.

(Não vou aqui discutir a “cartelização” das bebidas, ou o “aluguer” gratuíto do espaço do evento que o autor refere)

No entanto, apesar deste meu consenso com o autor do texto, discordo, em absoluto, de algumas passagens, chegando mesmo a sentir alguma comichão com certas afirmações.

A certa altura, o autor decide fazer uma reflexão, ao jeito da que eu agora aqui faço, sobre o papel das Praxes e das Queimas no ensino universitário. Essa reflexão é feita, usando expressões como: “é terrível, mas natural, que uma instituição que promove a praxe como ritual de “integração” não perceba nada de dignidade humana”, ou “não seria de esperar que quem faz da humilhação “integração” percebesse os elementares valores que se levantavam perante a barbaridade”. É, no meu entender, de muito mau gosto, tentar transformar a praxe num qulquer ritual de humilhação abaixo da condição humana.

A praxe sempre foi, é, e será, um momento de iniciação, que permite aos novos alunos conhecer melhor os seus companheiros de curso, pessoas que acompanharão o seu dia-a-dia nos próximos 3/5 anos. São feitas brincadeiras, inventados “cânticos de guerra” de apoio ao curso ou Universidade a que se pertence, há de tudo um pouco.

Ao contrário do que o autor insinua, as praxes humilhantes da dignidade humana são coisas do passado, no passado muitos eram os relatos de abusos nos momentos de praxe. Abusos esses que foram sendo combatidos com uma maior regulação das praxes e um controle mais apertado, mesmo pelos próprios professores das universidades. Como em tudo na vida, existe quem abuse desse “poder” de praxar, mas não dura por muito tempo, rapidamente o abusador é afastado sem que problemas de maior se registem. Penso serem escassos os números de relatos violentos em praxes.

Após toda esta frontalidade, o texto parecia acabar de forma positiva com mais um “puxão de orelhas” à FAP, referindo-se, novamente ao não encerramento do recinto e às desculpas dos contratos.

Quando, de subito me apercebo de um último parágrafo em jeito de conclusão… foi aqui que senti as comichões…

“(…) o deboche do ser humano implícito no vosso trajar (…)” DEBOCHE?!? Será que o autor tem ali algum racalmamento mal esclarecido do seu passado universitário?

O traje não é, num foi nem nunca será um símbolo de deboche do ser humano. O traje é o orgulho de um estudante universitário, se os nossos trajes falassem, quantas estórias não teria para contar… Não é deboche senhor, é orgulho e esse orgulho não é só dos estudantes, é também das suas famílias e de muitos anónimos que com eles se cruzam na rua diáriamente. Ver um aluno trajado na rua deve ser um sinal de orgulho para todos, orgulho no futuro que, debaixo daquelas vestes, se prepara para o futuro.

Vestir o traje obriga-nos, desde logo, a despojar-nos de qualquer valor material (brincos, fios, pulseiras, aneis, etc), nada disto tem lugar quando um estudante veste um traje, as raparigas devem, alias, quando trajadas, evitar qualquer maquilhagem.

O traje foi implementado nas universidades com um objectivo, esbater as diferenças sociais existentes entre alunos, para que todos se tratassem de forma igual, na universidade havia dois tipos de pessoas, os professores e os alunos. Usando o traje as pessoas não seriam olhadas ou tratadas de acordo com as roupas que podiam ostentar.

Trajei e orgulho-me de o dizer, praxei e não o escondo, acho que nunca ultrapassei limites e trajando, fiz por respeitar o que vistia e a capa que carregava aos ombros.

Para terminar fica aqui uma música ao vivo da Tuna Académica da (minha) UTAD – TAUTAD – que hoje, dia 11, celebra 30 anos de existência. Parabéns.

Ayrton Senna, 19 anos sem o ídolo

Passam hoje 19 anos da morte daquele que considero como o meu primeiro ídolo, Ayrton Senna.

Nascido em São Paulo, em 1960, Senna era um piloto destemido, alguns diriam talvez até um pouco louco, nunca dava uma corrida como perdida e, a correr com  chuva era um verdadeiro mestre.

Campeão mundial por 3 vezes (’88, ’90 e ’91), o piloto brasileiro arrecadou ainda 65 pole positions e subiu ao pódio por 80 vezes, 41 das quais como vencedor. Do seu curriculo, merecem ainda destaque os 614 pontos que conseguiu, num agregado de todos os campeonatos, 19 voltas mais rápidas, e ainda título de piloto com mais vitórias no famoso Circuito do Mónaco, seis no total, que ainda não foi batido.Senna-Twinspark-Racing-3

Senna estreou-se na Fórmula 1 no seu próprio país em 1984 e, a sua primeira vitória foi no saudoso Circuito do Estoril, em Portugal, logo no ano seguinte, 1985, prova decorrida debaixo de muita chuva.

A 1 de Maio de 1994, e depois de um fim de semana com dois acidentes graves em Imola (R. Barrichello que ficou ferido, e Ratzenberger que acabou por falecer), a prova acabou por se realizar apesar do ambiente pesado que se vivia. Era Domingo e lembro-me de estar a assistir à corrida, juntamente com o meu avô, a torcer pelo nosso ídolo.

Com M. Schumacher a dominar o Grande Prémio, Senna carregou no acelerador para apanhar o piloto germânico que começava a destacar-se na classificação com vitórias nas duas primeiras provas da época. Quando Senna embate no muro da curva Tamburello, lembro de ouvir o meu avô dizer: “Ui… ele não vai ficar nada bem”. Os minutos foram passando, a corrida parou (apesar de M. Schumacher continuar, sozinho, a correr), as equipas de socorro acorreram ao local mas já nada havia a fazer, quando Senna é retirado para a maca e, logo ali, se pode perceber que o piloto não estava nada bem e as hipóteses de escapar eram quase nulas.

Já no hospital, a morte de Senna é confirmada pela boca de Roberto Cabrini, que num bloco noticioso extra, da Rede Globo anuncia:  “Morreu Ayrton Senna da Silva… Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar.”

Chorei por ver o meu ídolo partir assim mas fica a certeza que, apesar de tudo, Senna morreu feliz, fazendo aquilo para que tinha nascido, pilotar um F1.

Vídeo de homenagem a Ayrton Senna

Vídeo da primeira vitória de Senna – Estoril, Portugal, 1985 (prova disputada debaixo de muita chuva)

A última volta de Senna no Grande Prémio de Imola

Moções, petições, declarações, acusações… Ahhhh, Portugal!

Os “ões” andam na moda em Portugal, e parece que a febre veio para ficar, pelo menos por agora.

Para os lados do Largo do Rato, o mar parece mais picado, com a Comissão Política Nacional do PS a aprovar, por unanimidade, uma Moção de Censura ao governo. Ao contrário do que o voto possa mostrar, logo à saída da reunião José Lello mostrava algumas reservas quanto ao sucesso da moção, “Acho que este Governo deve ser censurado e deve ser derrubado, mas vamos ver o resultado”.

Mas o dia de José António Seguro não foi, de todo, tranquilo. Desde o dia da sua eleição que o fantasma “Sócrates” paira sobre ele e ontem, logo pela manhã, apareceu, qual ninfa na poesia de Camões (porque ontem foi Dia da Poesia), da penumbra, anunciado como o novo comentador político na RTP, num programa que terá como “adversário”, Nuno Morais Sarmento, ex-ministro Social Democrata. A notícia rapidamente se tornou viral e, poucas horas tinham passado da sua confirmação, já uma petição contra a decisão da direção da televisão pública, era subscrita por milhares de pessoas.

Acompanhada de comentários mais ou menos jocosos, e uns quantos mais ofensivos, a partilha do link da petição espalhou-se pelas redes sociais, resultando em mais de 85 mil assinaturas ao fim do dia. Por incrível que possa parecer, surgiu também uma petição de apoio ao “cidadão” José Sócrates, assinada, até ao momento, por pouco mais de 1000 pessoas.

O regresso de Sócrates a Portugal (entre o emprego de vendedor de medicamentos no Brasil e o curso de Filosofia em Paris, não se sabe quanto tempo cá passará), para além das petições, gerou também muita movimentação no seio das hostes rosa, com antigos fantoches, putativos derrotados candidatos a Secretário-geral do PS e futuros candidatos ao lugar de Mário Soares, a manifestarem-se.

Como já aqui referi, José Lello, já mandou umas bicadas em Seguro após a reunião da noite de ontem, em que foi votada a  Moção de Censura (este é o tal candidato ao lugar de Soares, morto para a política, mas sempre presente, pronto para mandar uma bicada aqui e ali, a ver se sobra alguma migalha. Entretanto, António Costa também já veio lamentar a o timing desta decisão do seu eterno companheiro em regressar à vida pública. Regresso esse que Pedro Silva Pereira, já garantiu, não ser um regresso à vida política (será mais uma lavagem de imagem em apoio aos camaradas).

Bem vistas as coisas, este filme parece uma reedição da novela Ferro Rodrigues/Sócrates. Após a passagem de um “grande líder”, aconteceu com Guterres e acontece agora com Sócrates (ambos deixaram o 2º mandato a meio), vem um testa de ferro para passar por momentos mais turbulentos até as águas ficarem mais a jeito, leia-se, as sondagens. Por estes dias, o líder do maior partido da oposição, e a sua estrutura, têm falado de ventos de mudança e avizinha-se uma “Primavera Socialista” com, a moção a ser chumbada com votos contra de todos os partidos, excluindo claro, o PS, que deixará Seguro entre a espada e a parede, levando à sua queda com direito a eleições, a serem ganhas por Costa, com Silva Pereira, por lá. Depois é só aguardar as eleições e voltar ao poleiro. Quase parece que estamos na Síria ou na Tunísia…

Isto tudo, vendo bem as coisas, até pode correr bem à coligação do governo mas (nem tudo é perfeito), o Sol avança hoje em 1ª página, que o Tribunal Constitucional (TC), chumbou o Orçamento de Estado. O TC explica-se, inclusivamente, ao semanário sobre a demora na análise do documento (ao semanário?!? Hum, não devia ser ao governo, ao PR, ou, quanto muito ao público, via conferência de imprensa? Porquê ao Sol?!?).

Segundo revela o mesmo órgão, o governo pode mesmo implodir. Este chumbo, a somar aos contínuos debates acessos entre Passos e Portas, poderão levar vários ministros a abandonar o governo, podendo o CDS deixar cair a coligação. Ou seja, parece que Coelho vai ter uma Páscoa difícil.

Para ajudar à pintura final, Relvas (esse grande senhor), não podia ser esquecido, o ministro volta a aparecer ao seu melhor estilo, com mais uma gafe monumental. Durante o anúncio de um programa de desporto escolar, o ministro reinventou um Portugal com 5 regiões, esquecendo-se de Açores e Madeira.

Será que temos aí mais duas privatizações à vista?

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/03/21/relvas-divide-o-pais-em-cinco-regioes-e-esquece-se-da-madeira-e-dos-acores

2 de Março, eu não vou à manif

Auuu, já sinto pedras a baterem-me no corpo…

É verdade, são várias as razões que me levam a não participar no protesto mas, de todas, destaco 2 que considero as principais:

1 – Por muito que insistam na ideia de um protesto apartidário, este dia de luta será tudo menos isso. Partidos de esquerda, sindicatos, etc, todos tentam, e conseguem, a colagem à manif, respondendo assim à sua vontade e tentando chamar a si mais uns quantos votos em futuras eleições.

2 – Por muito que discorde de muitas das medidas deste governo, não apoio aquilo que os manifestantes tanto pedem, a demissão. Não meus senhores, eu não quero a demissão do governo. (Auuu… Deixem-me acabar de escrever e podem atirar uma pedreira). Discordo da demissão porque seria, de tudo, o pior que podia acontecer, perderíamos tudo o que alcançamos até agora, e não resolveria o maior dos problemas, o desemprego.

Custa-me ver como certas pessoas, com responsabilidades políticas, advogam esta solução como se fosse esta a única e melhor opção. Na economia a credibilidade é um dos factores da equação e, não pode nem deve, ser ignorada. Bem, este meu manifesto caminha a passos largos para o fim.

A esta hora já tenho o sobrolho aberto, dois cortes na cabeça e umas quantas nódoas negras no corpo… Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena, como diria o poeta.