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Do fundo do meu baú IV

Antes de mais, peço desculpa a todos os leitores do meu blog o atraso na colocação deste post mas, o atraso foi forçado por motivos profissionais.

Em 1987 nasceu uma das bandas portuguesas mais enigmáticas dos anos 90. Liderada por João Aguardela, a banda Sitiados lança o seu álbum de estreia “Sitiados”, em 1992, deste trabalho sai o sucesso “Vida de marinheiro”. João Aguardela faleceu em 2009, vítima de um cancro, com 39 anos.

Nos anos 90, a televisão era companhia imprescindível das famílias portuguesas e na RTP podíamos assistir a um programa cheio de animação e em que Portugal se sobrepunha muitas vezes a países como Espanha ou França. Os “Jogos Sem Fronteiras” eram apresentados por Serenela Andrade e Eládio Climaco.

Na SIC, primeiro canal privado em Portugal, surgia um programa muito visto pelos jovens que, cada vez mais se interessavam por desportos radicais. Portugal Radical mostrava o melhor do que por cá ia acontecendo neste género desportivo.

Uns anos mais cedo, em 1987, estreava o filme Dirty Dancing, um romance que veio confirmar Patrick Swayze como um dos melhores actores de Hollywood.

Entre 1985 e 1992, a minha geração vibrava com a série Macgyver. Richard Dean Anderson, desempenhava o papel de um agente das forças especiais que recorria a qualquer utensílio para escapar das armadilhas em que era apanhado… bastava-lhe uma partilha elástica e um palito para criar uma bomba de grande potência.

Antes de aparecerem as consolas de videojogos, já os jogos de futebol faziam parte das brincadeiras de qualquer rapaz adolescente. Em vez de usarmos os dedos nas teclas dos comandos, estes serviam para empurrar os jogadores na tentativa de fazer um golo num tabuleiro de Subbuteo. Este jogo surgiu em Portugal em 1980 e em 1993 foi criada a Associação Portuguesa de Subbuteo.

Outra brincadeira que fazia parte do nosso dia-a-dia eram as corridas em carrinhos de rolamentos… uma brincadeira que por vezes provocava acidentes bem dolorosos mas, a adrenalina que nos proporcionava era mais intensa que qualquer dor.

Do fundo do meu baú – III

Com a febre do Mundial instalada, fui ao fundo do meu baú procurar produto 100% nacional.

E por falar em 100, sim, são mais de 100 os anos que Manoel de Oliveira já conta. Para homenagear o cinema português, penso ser uma escolha acertada, porém difícil. De entre os muitos títulos do cineasta, escolhi recordar “Vale Abraão”, uma longa-metragem de 1993, realizada no Douro.

Ainda na categoria de “Filmes/Séries”, fui buscar uma série cómica, produzida pela RTP, a partir de 1985. Com cinco temporadas de muita pancada e risos, Duarte e Companhia fazia as delícias das famílias.

Na literatura, a colecção mais marcante do meu baú é mesmo “Uma Aventura”. Esta colecção da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, saiu para as bancas em 1982 mas, desde então, já foram feitas diversas reedições.

Uns anos mais tarde, em 1986, a RTP iniciava, no Porto, a produção de uma série animada de marionetas, “Os amigos do Gaspar”. Um divertido grupo, que adorava brincar com as invenções do “Professor”. “Gaspar” e os amigos, “Clarinha”, “Romão”, “Marta”, “Farturas” e o inseparável ouriço “Manjerico”, estavam sempre debaixo de olho do “Guarda Serôdio” .

A minha segunda escolha na categoria de “televisão”, é um anúncio. Uma publicidade em português e a um produto bem português, o Licor Beirão, afinal, é “O Licor de Portugal”.

Este post não podia estar terminado sem a categoria de “Outros”.

Antes de os sabonetes começarem a ter Ph ou Aloe Vera, havia apenas um nome, Feno.

Um produto 100% nacional, é também o famoso Pirilampo Mágico. O Pirilampo surge em 1987, no seguimento de uma campanha de solidariedade, que, todos os anos, tem lugar em Portugal. A campanha tem como objectivo, angariar fundos para as CERCI.

Já agora, e antes de me despedir, espero que na próxima semana ainda sinta esta vibração em torno do que é nacional, seria sinal de que os espanhóis já eram história…

Do fundo do meu baú – II

Os anos 80 e 90 foram anos de grandes mudanças, Portugal começou verdadeiramente a viver a sua liberdade a partir dos finais da década de 70, o que ajudou bastante .

Foi também no final da década, mas a de 80, que os Peste e Sida saltaram para os primeiros lugares das tabelas de musica nacional. O feito foi conseguido com o sucesso obtido com o single “Sol da Caparica”, no Verão de 1989.

O ano seguinta, 1990, fica marcado nos anais da história da televisão portuguesa com o fim da transmissão do programa TV Rural. Com autoria e apresentação de Sousa Veloso, permaneceu como um dos programas com maior longevidade da televisão portuguesa e também da Europa, sendo transmitido, sem interrupeções, ao longo de 31 anos.

Em 1993, todos ficamos a conhecer o Alex, “um cão inteligente”, que nos foi apresentado pela Sumol.

A série e o filme que escolhi para este post são de produção internacional.

Era com ansiedade que semanalmente (não me recordo do dia da semana), que esperava para ver o Alf. Um alien tresloucado mas bem divertido que tinha aterrado em casa de uma típica família americana. Alf chegou a Portugal 1 ano após a estreia nos EUA, em 1987.

Em 1984 a estrela foi Kevin Bacon após a sua participação em Footloose. Um filme musical que conta a história de um jovem que, após ter sido criado numa grande cidade, muda-se para uma de dimensões mais reduzidas. Depois, toda a trama se desenvolve entre o gosto de Bacon para a dança e a proibição desta na pequena cidade. Obviamente que a sua paixão pela filha do conservador responsável por tal banimento, adensa ainda mais o argumento.

Enquanto tudo isto acontecia, algumas mentes já iam congeminando outras formas de entretenimento e, em 1990, surge a Megadrive na Sony, uma consola que veio mudar a vida dos jovens adolescentes, como eu e os meus amigos na época.

A matutano ia-nos oferecendo alguns brindes que se tornaram verdadeiros icones, um deles foram os pega monstros. Toda a gente tinha pelo menos um, e havia-os para todas as cores e com diversas figuras.

Do fundo do meu baú

Nos últimos tempos, temos assistido a uma crescente onde de revivalismo que se reflecte essencialmente na moda e na música.

São também crescentes, principalmente nas redes sociais e blogs, as referências a desenhos animados, séries, livros, músicas ou objectos de outros tempos, vivemos no espírito do “eu ainda me lembro do tempo em que…”.

Por tudo isto e porque, também eu, gosto de revisitar as minhas memórias, decidi criar no meu blog um espaço semanal dedicado ao tema em questão, intitulado “Do fundo do meu baú”. Os posts serão colocados todos os fins-de-semana.

Em cada post apresentarei 4 categorias distintas, música/literatura, tv, filmes/séries e “outros”. Para cada categoria serão apontados 2 items, excluindo música/literatura que só terá um.

Para regalo dos seguidores deste blog e, apesar de hoje já não ser fim-de-semana, vou aqui colocar o primeiro post, espero que apreciem.

Do fundo do meu baú:

A música é uma presença incontornável em qualquer festa que se preze, sempre foi assim e nos anos 80, festa infanto-juvenil que se prezasse tinha como banda sonora os Onda Choc.

A televisão era, já na época, uma forma de comunicar e um entretenimento para a família. Contudo, durante a madrugada a emissão era suspensa e… quem se recorda de ouvir o Hino Nacional na hora do encerramento da emissão?

Se muitos consideram a RTP2 como melhor canal português em sinal aberto, tempos houve em que as opções eram ainda mais diminutas e, para além deste canal, a outra opção existente era a RTP1, o que limitava baste as opções durante os intervalos dos programas dos quais constavam anúncios como o do Corneto.


Os anos 80 e 90, foram também muito ricos no que diz respeito a séries e filmes que ainda hoje revemos e recordamos.

Uma das séries mais vistas e que mais saudades deixaram (principalmente se compararmos com a morangada actual), foi a “Riscos”, o dia-a-dia de um grupo de jovens com problemas como aqueles com que diariamente nos deparávamos.

O Cinema conheceu um dos seus momentos altos no final da década de 70, início de 80 com a estreia da Guerra das estrelas dirigida por Steven Spielberg.

São muitos os objectos, bebidas, momentos, entre outros, que nos fazem recordar velhos tempos…

A escola sempre foi um sacrifício para qualquer estudante mas, em alguns dias esse sacrifício esbatia-se por diversas razões, uma delas era a celebração da aula nº 100, todos levavam para a sala bolos e sumos para celebrar da melhor forma este momento.

A ida para a escola ou o regresso a casa era sempre uma desculpa para passar por um quiosque e comprar uma saqueta de Peta zetas.

Por agora vou fechar o baú, com a promessa de mais lembranças no próximo fim-de-semana.