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Porto em destaque no site do “El Mundo”

É o Porto de ontem, hoje e sempre. Ao todo, 25 imagens da capital do Norte estão em destaque, esta quinta-feira, no portal de viagens “Ocholeguas.com” da edição online do jornal espanhol El Mundo.

“Não passa o tempo pelo Porto das fantásticas perspetivas barrocas, as pontes sobre o Douro, as vistas desde a Torre do Clérigos, os vinhos e os rabelos, as tarde chuvosas, os cafés no Majestic. O Porto é eterno”. É assim que o portal de viagens “Ocholeguas.com”, do El Mundo, abre uma galeria de 25 fotografias sobre a cidade do Porto.

Para além dos monumentos que captam a atenção dos turistas, a galeria detém-se, também, pelo dia-a-dia do “tripeiro”, com as roupas de famílias numerosas a secar nos varandins da zona antiga, as vendedoras do degradado Bolhão e o cinzento nostálgico que cobre a cidade em dias de frio e chuva e lhe conferem um romantismo garrettiano.

Fonte: JN

Arménio e o “rei mago escurinho”

Quando era ainda Primeiro-Ministro de Itália, Sílvio Berlusconi apelidou de “escuirinho” Abebe Selassie, representante do FMI, original da Etiópia. Após as suas palavras, “choveram” críticas, não só em Itália como pelo Mundo fora, incluindo em Portugal, onde foi dado algum protagonismo ao insulto.

Ontem, durante uma manifestação dos professores em Lisboa, Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, falando sobre a austeridade disse que “Daqui a pouco vêm aí outra vez os três reis magos, um do Banco Central Europeu, outro da Comissão Europeia e o mais escurinho, o do FMI …“.731039

Hoje, estas palavras parece que se esfuram do tempo e delas, nem a história reza (utilizando uma alusão a um ditado popular). Não fosse uma notíca do Correio da Manhã e esta afirmação passava sem qualquer referência.

Esta diferença de tratamento entre dois momentos, em tudo semelhantes, por parte da comunicação social portuguesa é, no mínimo, digna de ser questionada.

Antes de escrever este texto, tive o cuidado de passar por alguns sites dos principais jornais portugueses (JN, Expresso, Público, I), para não incorrer em falsas afirmaçãoes e não encontrei qualquer referência ao insulturo proferido por Arménio Carlos. Excluo daqui o Correio da Manhã, único a fazer notícia. Será que o insulto não é insulto? Ou ao Secretário-Geral da CGTP tudo é permitido?!?

Nas televisões o cenário é idêntico. À hora de almoço vi o noticiário da RTP1 e também já vi noticiários da SIC sem que haja qualquer referência.

Curioso é que, ao fazer a visita aos diversos sites dos jornais portugueses, leio uma notícia repetidamente: Berlusconi disse que Mussulini “fez coisas boas”. Notícia escrita, de forma transversal a todos os jornais, com um teor depreciativo e quase jucoso, como se já não fossemos livres de opiniar. Não sou profundo conhecedor desses tempos em Itália mas, certamente teve alguns aspectos positivos, tal como Salazar em Portugal. Sim, atirem lá as pedras todas, Salazar fez coisas boas pelo nosso país, o que não ameniza o que fez de mau.

Com tudo isto fica uma espécie de pacto de silêncio para não ferir a “luta” de Arménio e seus camaradas, esquecendo que mesmo na “luta”, a educação é fundamental, sob risco de perdermos a razão.

ERC alerta que há risco de jornais em papel desaparecerem em Portugal

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, alertou esta quinta-feira para o risco de Portugal deixar de ter jornais tradicionais, ou seja, em papel, dentro de alguns meses.

“A imprensa portuguesa corre sérios riscos, estamos num momento de grande revolução tecnológica e de grandes emigrações”, disse Carlos Magno, à margem da conferência Motores de busca – O seu a seu dono, organizada pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social, um evento que decorre esta quinta-feira em Lisboa.

“Corremos o risco de não ter jornais impressos, em papel, dentro de alguns meses em Portugal”, alertou o regulador.

“Há problemas sérios no setor gráfico em Portugal”, apontou Carlos Magno, acrescentando que estas questões também estão ligadas à utilização de conteúdos jornalísticos na Internet sem remuneração, o que coloca em causa o futuro da indústria do jornalismo, “que é preciso salvaguardar”.

Questionado sobre o que o regulador poderá fazer sobre o assunto, o presidente da ERC disse: “Não temos posição definida, pessoalmente já sei o que fazer, vou tentar provocar um debate com os meus colegas” sobre o assunto.

Este debate, adiantou, terá duas perspetivas: o futuro da indústria das notícias e, por outro, a proteção da língua portuguesa.

Para Carlos Magno, é preciso pensar na língua portuguesa como “um mercado alargado, que não se limita às fronteiras físicas” do país.

“Podemos salvar o jornalismo em português e dar mais qualidade”, acrescentou.

“É preciso saber quem está a estimular uma pequena guerra dentro da língua portuguesa, se além das moedas temos também uma guerra instigada por línguas estrangeiras”.

O espaço da língua é “um espaço que está altamente disputado, a zona de influência das línguas não são questões menores no atual contexto global”, apontou.

O presidente do regulador disse que se encontrou com o responsável da Google para a Península Ibérica, onde foi abordado o facto do motor de busca usar os conteúdos jornalísticos sem pagar aos seus autores ou editores.

“O jornalismo tem de ser protegido porque custa dinheiro a produzir”, sublinhou Magno, que destacou que esta “é uma atividade extrativa e transformadora, porque transforma factos em notícias e noticias em atualidade”.

Fonte: JN

119 jornalistas assassinados em 2012

Número de jornalistas mortos no exercício da profissão é o mais elevado dos últimos 15 anos, revela o Instituto de Imprensa Internacional.

Em quinze anos nunca tantos jornalistas foram mortos no exercício da profissão como em 2012. Segundo dados do Instituto de Imprensa Internacional (IPI), hoje divulgados, 119 profissionais perderam a vida este ano, até ao momento.

Faltando ainda mais de um  mês para terminar o ano, o número de mortes já supera o recorde alcançado em 2009, quando foram contabilizados 110 jornalistas assassinados.

O IPI recorda que amanhã é o Dia Internacional contra a Impunidade, o principal problema que impede a redução os ataques a jornalistas em todo o mundo.

Síria e Somália perigosos para os jornalistas

Segundo o IPI, a Síria é o país onde mais jornalistas têm perdido a vida este ano, registando-se um total de 36 mortes. Outros 16 morreram durante ataques na Somália, onde nenhum dos responsáveis foi penalizado pela Justiça, o que “perpetua uma cultura de impunidade, que incentiva novos ataques”.

México, Paquistão e Filipinas são outros países também  muito perigosos para o exercício da profissão, revela o Instituto.

O número de mortes este ano é o mais alto já registado pelo IPI. “O assassinato de um jornalista é a forma mais cruel e pavoroso de censura. Se não formos capazes de acabar com a impunidade, os homicídios vão continuar”, afirma o subdiretor da instituição, Anthony Mills.

Duas das mortes mais comentadas internacionalmente este ano foram as de Marie Colvin, jornalista americana ao serviço do jornal britânico “Sunday Times”, e Remi Ochlik, fotógrafo francês premiado pela World Press Photo por imagens captadas na Líbia, que  morreram em fevereiro, quando uma casa utilizada como centro de imprensa e por militantes anti-regime em Homs foi bombardeada.

Fonte: Expresso

Pulitzer 2012 premeiam meios online

Os sites de informação The Huffington Post e Politico foram pela primeira vez distinguidos com prémios Pulitzer na área do jornalismo, cujos vencedores foram anunciados hoje, em Nova Iorque, pela Universidade de Columbia.

O Huffington foi premiado na categoria de reportagem nacional e o Politico na área docartoon. Na edição de 2012 o The New York Times ganhou dois prémios, um por uma reportagem em África e outro por uma investigação sobre um regime fiscal que permite às empresas mais ricas e cidadãos abastados evitarem o pagamento de impostos.

Segundo o próprio New York Times, os prémios atribuídos aos sites de informação são uma prova de que a “paisagem” dos media está em mudança. O jornal destaca também o facto de este ano não terem sido atribuídos os prémios nas categorias editorial (no jornalismo) e ficção.

Os prémios Pulitzer distinguem trabalhos nas áreas do jornalismo, literatura e música. Foram criados em 1917 por John Pulitzer, que encarregou a Universidade de Columbia de os organizar.

Fonte: Briefing

2012 PULITZER PRIZE WINNERS

JOURNALISM

Public Service – The Philadelphia Inquirer

Breaking News Reporting – The Tuscaloosa (Ala.) News Staff

Investigative Reporting – Matt Apuzzo, Adam Goldman, Eileen Sullivan and Chris Hawley of the Associated Press

and

Michael J. Berens and Ken Armstrong of The Seattle Times

Explanatory Reporting – David Kocieniewski of The New York Times

Local Reporting – Sara Ganim and members of The Patriot-News Staff, Harrisburg, Penn

National Reporting – David Wood of The Huffington Post

International Reporting – Jeffrey Gettleman of The New York Times

Feature Writing – Eli Sanders of The Stranger, a Seattle (Wash.) weekly

Commentary – Mary Schmich of the Chicago Tribune

Criticism Wesley Morris of The Boston Globe

Editorial Writing – No award

Editorial Cartooning – Matt Wuerker of POLITICO

Breaking News Photography – Massoud Hossaini of Agence France-Presse

Feature Photography – Craig F. Walker of The Denver Post

 

LETTERS, DRAMA and MUSIC

Fiction – No award

Drama – “Water by the Spoonful” by Quiara Alegría Hudes

History – “Malcolm X: A Life of Reinvention,” by the late Manning Marable(Viking)

Biography – “George F. Kennan: An American Life,” by John Lewis Gaddis(The Penguin Press)

Poetry – “Life on Mars” by Tracy K. Smith (Graywolf Press)

General Nonfiction – “The Swerve: How the World Became Modern,” byStephen Greenblatt (W.W. Norton and Company)

Music – “Silent Night: Opera in Two Acts” by Kevin Puts (Aperto Press)

Fonte: Pulitzer.org