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Volta Salazar, estás perdoado!

Com este post não espero ganhar amigos, muito pelo contrário, acredito que poderei mesmo perder alguns.

Cansei de ficar calado e ser politicamente correcto enquanto na comunicação social assistimos, diariamente, a palhaçadas que me fazem pensar o que ainda estou aqui a fazer.

Muitos acham que o FMI não devia vir para Portugal porque assim ficamos subjugados ao poder imperialista das grandes economias, blá blá blá… Eu admiro-me é como é que estes senhores do FMI ainda andam por cá, senão vejamos:

O FMI foi chamado a Portugal para nos ajudar a sair do buraco financeiro em que nos encontramos e tem levado a cabo diversas reuniões com governo, partidos com acento na Assembleia, sindicatos, patrões, etc. Vendo isto qual é a resposta do país? Pontes, feriados e greves… tudo o que nos faz falta, parar o país, perder milhões de euros e esquecer aquilo que mais no poderia ajudar a crescer, a produtividade.

Resumindo, andamos todos a brincar com esta merda.

É verdade, perdi a paciência.

Na próxima Segunda-feira celebra-se a “Revolução dos Cravos”… fazendo minhas as palavras de José Mário Branco, em 1979, “mas afinal o que celebramos nós?”

Celebramos os milhares de escolas que fechamos no interior, aumentando a desertificação e limitando o acesso ao ensino pelas crianças que vivem em locais isolados e que, para agora irem à escola, têm que se levantar às 5 da manhã. Celebramos os Hospitais encerrados e as pessoas que morrem nas ambulâncias durante as viagens de 100 quilómetros para chegar ao Hospital de referência da sua área de residência. Celebramos o fecho das maternidades e os milhares de crianças que nascem em ambulâncias ou que vão nascer a Espanha. Celebramos os subsídios disto e daquilo que vêm substituir a responsabilidade do trabalho. Celebramos as grandes obras públicas (TGV, Barragens, Aeroportos), que apenas vêm destruir o nosso património e dar emprego a mais uns quanto imigrantes, em troca do investimento que devia ser feito em quem quer fazer algo pela economia nacional, por muito pouco que seja, já diz o ditado que “grão a grão enche a galinha o papo”.

No fundo, celebramos trinta e tal anos de esvaziamento de valores, de desperdício, tachos e discursos feitos para agradar o povo que, imbuído num pretenso espírito de liberdade segue, cabisbaixo e obediente o pastor que o guia para um prado ser alimento.

A minha geração sempre foi apelidada de “rasca” e, ainda hoje, somos acusados de apenas querer fazer aquilo que nos apetece, somos acusados de querer ficar “debaixo das saias da mamã” com o emprego ideal, de não querermos emigrar em busca de uma vida melhor.

Para quem faz tais acusações eu digo, emigrem vocês… são muito velhos para isso? Então também são velhos para gerir este país. Saiam por favor e deixem-nos essa responsabilidade, talvez aprendam algo.

Estou farto de ver políticos, líderes sindicais e outros que tais, quais dinossauros, a insistir no discurso do proletariado e dos grandes poderes económicos. São tretas meus senhores. Em vez de falarem, trabalhem, façam algo pelo país.

Na crise em que estamos, com as dificuldades que atravessamos ninguém prescinde de um feriado, por menos significado que tenha. E, caso não possam ir passear no feriado, porque a empresa onde trabalham não fecha, então há que convocar uma greve porque os trabalhadores têm direito aos seus feriados. (Caso dos hipermercados). Mas, andamos todos a brincar aos países? A mim parece-me que sim.

Muito honestamente, espero que o desemprego continue a aumentar, parece que estar em casa é a única coisa que deixa este povo feliz.

Continuando no caso dos hipermercados, todos (sindicatos e patrões), estiveram de acordo quando o governo aprovou a abertura destas superfícies aos Domingos e feriados, assim, poderíamos aumentar a empregabilidade e o consumo. Foi uma festa e todos ficaram felizes. Chegado o 1º de Maio, nada melhor que convocar uma greve para que os funcionários destas superfícies “possam usufruir do seu direito a desfrutar do feriado”… Cambada de palhaços.

Acredito que, no meio de tanta corja, ainda existe gente de bem que está disposta a sacrifícios sérios (não aqueles que o governo advoga), em prol do crescimento de Portugal. É por essas pessoas que eu acho que, neste caso dos hipermercados, era correr com toda a gente, assim já tinham todo o tempo para usufruírem dos seus feriados e fins-de-semana.

Depois contratava-se gente nova, certamente haverá gente suficientemente consciente que queira trabalhar para conseguir uma vida melhor.

Em vez de nos obrigarem (à minha geração), a emigrar ou aceitar trabalhar precariamente, pirem-se vocês, para bem longe, e fiquem lá longe, bem caladinhos.

Acabem com os discursos caducos, com as teorias de proletariado vs patrões, com o sustento de quem nada quer fazer, em prol de quem é empreendedor. Acabem com esta palhaçada.

Sendo correcto, tenho que assumir que, não faço grande ideia do que se viveu em Portugal na época da ditadura, os livros de História pouco falam sobre isso (uma míseras duas páginas em contraponto a um capítulo inteiro sobre a revolução francesa). Talvez por isso, a palhaçada que gere este país continua incólume.

Contudo, uma coisa eu posso dizer, as escolas que agora se fecham, por todo o país, foram construídas por Salazar. A economia, que agora está nas lonas, cresceu, como nunca, no período Salazarista. Por isso eu acabo como comecei…

Volta Salazar, estás perdoado!

Para finalizar, dois vídeos de Henrique Medina Carreira. Um em que se dirige a Carvalho da Silva, mas podia aplicar-se a todos os intervenientes na nossa vida publico-política dos últimos 37 anos… O segundo… são 4:20 minutos de verdade…

Da Alemanha, nem jovens nem militares…

Nos últimos anos, jovens alemães problemáticos, têm sido enviados para Portugal, com o objectivo de serem reeducados em instituições públicas ou privadas.

Agora, e segundo noticiou a televisão pública alemã, ZDF, surgem dados que mostram que estes jovens são reincidentes no crime e, alguns deles, chegam mesmo a suicidar-se.

No decorrer da reportagem, é entrevistada uma ex-educadora alemã, que trabalhava numa dessas instituições, e que alega que os seus relatórios “eram censurados” antes de serem enviados para a Alemanha porque, o objectivo das autoridades era manter os jovens em Portugal para receber o dinheiro da segurança social germânica. A ex-educadora, que nunca chega a revelar a sua identidade, refere-se a estas instituições nacionais como, “uma verdadeira máfia social”.

A jornalista da ZDF entrevistou, também, alguns portugueses perto de Lagos e Aljezur que lhe relataram vários delitos cometidos por jovens alemães, que em Aljezur terão mesmo incendiado um clube de motards.

Outra entrevista foi feita a um jovem alemão, Gordon, toxicodependente que chegou a Portugal à cinco anos, na época, com 17 anos. Segundo informações recolhidas pela jornalista, pela reeducação deste jovem a instituição onde estava internado recebia 3800 euros mensais. Esta verba apenas foi paga até ao jovem atingir os 18 anos de idade.

Gordon admitiu que ficou em Portugal, mesmo depois dos 18 anos porque no seu país não tinha família e, por cá, tinha quem tratasse dele, mesmo a nível financeiro.

No rol de entrevistas inclui-se ainda um par de pedagogos, entretanto regressados à Alemanha, que apontam um dos casos mais graves como sendo o de um jovem que previamente já haviam tentado suicídio na Alemanha e fê-lo novamente em Portugal, engolindo lâminas.

A reportagem interpela ainda o presidente do Instituto de Segurança Social (ISS), Edmundo Martinho, que confirmou que já houve dois casos de suicídio entre jovens alemães problemáticos, bem como vários delitos cometidos por estes.

Edmundo Martinho coloca ainda o dedo na ferida afirmando que “esta situação só é boa para as autoridades alemãs, que se livram dos jovens problemáticos, mas é má para os jovens”.

A reportagem feita pela ZDF aponta as instituições portuguesas como levianas no tratamento destes jovens e responsáveis pelos seus actos criminosos, como se, no país da chanceler Merkel, as instituições fossem incólumes a qualquer situação semelhante.

Estas críticas ao nosso sistema de reeducação de jovens alemães, dá a entender que no país das salsichas e da cerveja, tudo são rosas.

Mas nem tudo é o que parece…

A marinha alemã está a atravessar uma grave crise e as críticas têm sido abundantes, especialmente depois da publicação do relatório anual sobre violência nas forças armadas.

O relatório, elaborado por Hellmut Königshaus, provedor das Forças Armadas da Alemanha, foi tornado público pelo jornal “Bild” esta semana e critica a forma de actuar, os métodos de treino e as capacidades de liderança dos responsáveis militares. O documento revela ainda pormenores dos escândalos recentes que ameaçam a reputação do Ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, um dos políticos mais populares naquele país.

A causa está nas recentes mortes de duas mulheres a bordo do navio-escola “Gorch Fock“, a mais recente, com 25 anos, caiu de um dos mastros em Novembro, a anterior, de 18 anos, terá morrido afogada.

Praxe no navio alemão "Gorch Fock", Foto: JULIAN REICHELT, Bild

Em qualquer dos casos não surgiu qualquer queixa mas, os pais da vítima de afogamento apontam o dedo à marinha alemã, alegando que a filha terá sido vítima de violentos actos sexuais que levaram à causa da morte.

No caso da morte de Sarah Lena Seele, a mais recente vítima, tem levantado muitas suspeitas e levou mesmo ao amotinamento dos seus colegas cadetes, numa atitude contra os seus oficiais por alegadamente terem obrigado Sarah a “continuar a subir o mastro e parar de se queixar”. Os cadetes chegaram a afirmar que estar naquele navio, “é como estar dentro de uma prisão”.

Estas recentes polémicas, e outras acusações de insinuações sexuais, como os oficiais mandarem os cadetes “apanharem o sabonete”, têm levado muitos a apelidar o navio alemão (construído em 1958, avaliado em 50 milhões de euros, outrora um dos símbolos da navegação alemã), de bordel flutuante.

O “Bild ” exibe uma fotogaleria sobre todo este caso onde, para além de detalhes sobre as mortes das duas mulheres, são vistas imagens de jovens obrigados a banharem-se em vómito ou imagens da festa no dia a seguir ao memorial de Seele.

Já dizia Cristo… “Que atire a primeira pedra quem nunca pecou”, acho que os alemães, apesar do papa ser germânico, andam a precisar de ler a Bíblia.

Uma moca “de caixão à cova”

Os factos remontam a 15 de Dezembro mas, só ontem foram dados a conhecer.

Enquanto a proprietária de uma residência se encontrava fora a fazer as suas compras de Natal, cinco jovens entraram na casa e, entre aparelhos electrónicos e jóias, roubaram um recipiente contendo um pó, que julgaram ser cocaína.

Chegados a casa e, para celebrar o feito bem sucedido, os jovens espalharam um pouco do tal pó em cima da mesa, e começaram a snifar, na esperança de uma moca das grandes mas, quando se aperceberam, o recipiente continha as cinzas do marido da referida senhora e dos seus dois cães.

Apercebendo-se da confusão, os jovens ainda pensaram devolver a urna mas, assustados com o facto de poderem ser descobertos pelas impressões digitais, acabaram por espalhar o que restava das cinzas num lago das redondezas.

Os cinco jovens acabaram por ser detidos, na semana passada, quando tentavam assaltar outra casa do mesmo bairro, admitindo o assalto anterior.

Mergulhadores da polícia estiveram mesmo no lago para tentarem recuperar os restos das cinzas mas a busca terá sido em vão.

Por apurar está ainda saber se os jovens eram fãs de Keith Richards, que, recentemente, admitiu ter snifado as cinzas do próprio pai, notícia depois desmentida pela própria empresária do músico, fundador dos Rolling Stones.

Inside Job – A verdade da crise

A evidência de que a crise económico-financeira que o mundo atravessa, começou nos Estados Unidos, é algo inegável e todos têm conhecimento deste facto, um conhecimento mais ou menos aprofundado.

Até hoje, o meu entendimento sobre este tema era um pouco escasso, baseado nas informações através da comunicação social, alguma pesquisa na internet e algumas conversas com amigos e/ou conhecidos sobre o tema.

Hoje, juntamente com um desses amigos de longas horas de diálogo, fomos assistir ao filme documental: “Inside Job”.

Um trabalho jornalístico imaculado, baseado numa investigação profunda e com entrevistas, que colocam o “dedo na ferida”, a políticos, economistas e jornalistas, leva-nos numa viagem que aborda crises do passado e mostra como chegamos à situação actual.

A crise que custou mais de $20 triliões, e fez com que milhões de pessoas tenham perdido as suas casas e empregos, é dissecada neste trabalho, numa linguagem que, apesar de técnica, é bastante acessível, mesmo para quem não tem profundos conhecimentos de economia, como é o meu caso.

De tudo o que vi ao longo dos 120 minutos de película, destaco uma das “imagens” que mais me ficou na memória. 2 dias antes da declaração de falência da seguradora AIG, as agências de rating, como por exemplo a Moody’s ou a Standard&Poor’s, classificaram a referida seguradora como AAA, ou seja, com um risco de incumprimento quase nulo. Se assim era, porque é que passados apenas dois dias, a AIG foi obrigada a declarar falência?

Refira-se ainda, para concluir, que estas são duas das três agências de rating que, diariamente, marcam o risco de incumprimento de Portugal, fazendo aumentar os juros da nossa dívida externa e agravar a crise já tão acentuada da nossa economia.

Visto este filme documental fica uma dúvida (ou não), no ar… será que estas agências fazem um trabalho imparcial ou limitam-se a colaborar com outras instituições financeiras e alguns governos a fim de distribuir de forma ainda mais desigual, o dinheiro que circula?

Aconselho vivamente o visionamento desta película. Como disse o meu amigo no final, de regresso a casa, “depois de ver isto, um homem não pode mais ser o mesmo”. Quanto a mim, talvez repugnância seja a palavra mais adequada para descreve r o que senti ao receber toda aquela informação.

Universidade do Minho anula doutoramento por causa de plágio

Pela primeira vez uma universidade portuguesa anulou um doutoramento por motivo de plágio. De acordo com o que foi avançado ontem pelo jornal “Público“, a Universidade do Minho anulou o doutoramento de uma professora do Instituto Politécnico do Porto que plagiara o trabalho de um investigador brasileiro. A doutoranda pediu a demissão duas semanas depois de o plágio se tornar público.

António Cunha, reitor da Universidade, justificou a decisão por a tese apresentada “não ser original” e, por isso,”não cumprir o regulamento de atribuição do grau de doutor daquela universidade”. Antes disso, a anulação do grau de doutor também já tinha sido aprovada pelo Conselho Científico da Escola de Engenharia, com base em pareceres pedidos a especialistas.

Além da anulação do grau de doutor à aluna, o caso pode ainda ser comunicado ao Ministério Público por configurar um crime de fraude. Isto porque um trabalho de investigação é acompanhado por um compromisso de honra que certifica que aquele é um trabalho original.

O doutoramento foi obtido em Dezembro de 2009. A doutoranda entregou a tese “Desenvolvimento Interactivo Multidimensional: Contributo para o Aumento da Competitividade das PME”. O trabalho plagiado foi a tese de doutoramento de Sérgio Masutti, apresentada na Universidade Federal de Santa Catarina, no Brasil, em 2005.

Fonte: Jornal I