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Festival das Cores chega pela primeira vez a Portugal

Já está marcado o primeiro “Happy Holi” em Portugal, que se vai realizar no Porto e em Lisboa. A estreia é na cidade Invicta, a 14 de julho, seguindo-se a capital, no dia 8 de setembro.

Inspirado no festival indiano “Holi Gulal Powder”, que é realizado todos os anos na Índia para dar as boas vindas à primavera e celebrar a vitória do bem sobre o mal, segundo o hinduísmo, o “Happy Holi” vai chegar pela primeira vez a Portugal, durante o verão.

No Porto, a 14 de julho, e em Lisboa, a 8 de setembro, a festa mais colorida do mundo promete muita música, alegria e cor, naturalmente. Ritmos como reggae, world music, hip-hop e eletrónica, prometem satisfazer as expectativas dos participantes. No site oficial do evento, o”Happy Holi” é descrito como uma festa em que “milhares de pessoas vestidas de branco se juntam e criam uma paleta humana de cores num momento único de celebração de pura alegria”.

A idade mínima de participação permitida é de 16 anos, sendo que crianças com mais de 6 anos podem participar quando acompanhados por um adulto. A venda de bilhetes está dividida em duas fases: na primeira, até aos 5 mil participantes, o bilhete normal custa 15 euros e oferece um saco de pó colorido, o bilhete Happy custa 18 euros e traz três sacos de pó, e o bilhete de criança (dos 6 aos 18 anos) oferece um saco de pó e custa 10 euros. Numa segunda fase, acima dos 5 mil participantes, os preços dos bilhetes aumentam 4 euros, mas a quantidade de pó oferecido mantém-se.

Fonte: JPN

Estudantes, queimas, praxes, trajes e afins… Mesmo a crítica tem limites

Ontem, durante o meu “passeio” pelos sites dos jornais, deparei-me com o artigo que, em seguida, apresento, e que, ao longo do dia foi sendo partilhado por diversas pessoas.

Usando um tema bastante atual, o autor (Nicolau do Vale Pais), solta a caneta e faz uma análise da situação, do seu ponto de vista, obtuso e ofensivo.

Aqui fica o texto…

“A morte saiu à rua” na Queima do Porto

No passado dia 4 de Maio, Marlon Correia foi assassinado a sangue frio dentro do recinto da Queima das Fitas do Porto, vulgo Queimódromo.

No passado dia 4 de Maio, Marlon Correia foi assassinado a sangue frio dentro do recinto da Queima das Fitas do Porto, vulgo Queimódromo. Marlon tentava proteger a receita proveniente das vendas de ingressos daquele certame, da responsabilidade da Federação Académica do Porto. Foi abatido com dois tiros letais; a morte saiu à rua, mas a Queima não podia parar.

A Federação Académica do Porto (FAP) é uma federação de associações, mas só para o que lhe interessa. Como lembrava Alfredo Leite no “Jornal de Notícias” no dia seguinte, se perguntarmos à população estudantil do Porto qual o papel da FAP nas suas vidas, a resposta será previsivelmente “gerir o dinheiro da Queima”. Alfredo Leite lembra, por exemplo, o facto da FAP cartelizar (a palavra é minha) a venda de bebidas alcoólicas para a “festa”, obrigando as associações que a constituem a abastecerem-se de produto junto da própria FAP…

Aqui e acolá, em resposta às reflexões nascidas desta tragédia, surgem já algumas vozes que vão levantando o pano sobre o que está por detrás desta negociata, obrigando-nos a reflectir sobre a nossa tolerância para com a mesma, que inclui a cedência a custo zero de uma fatia gigante do Parque da Cidade em nome da “celebração”, da “comunidade” e da “tolerância”; ou seja, em nome de tudo aquilo que a FAP não soube defender quando a morte lhes bateu à porta. Da minha parte, penso que esta é uma oportunidade negra, mas única, para reflectirmos sobre o lugar relativo da Praxe e das Queimas na comunidade universitária, ou na construção da própria imagem da universidade como local de especialização técnica e emancipação pessoal, no caminho para a idade adulta. No fundo, é terrível, mas natural, que uma instituição que promove a praxe como ritual de “integração” não perceba nada de dignidade humana; não seria de esperar que quem faz da humilhação “integração” percebesse os elementares valores que se levantavam perante a barbaridade. Viver na estupidez militante de justificar, seja porque meios for, a humilhação de terceiros, implica uma perigosa falta de imaginação, implica não perceber o essencial da vida em sociedade; e o essencial é que não há perdão possível nem para o(s) homicida(s), nem para a indiferença manifestada ao nível oficial, muitos menos para explicações tíbias. Três gestos públicos básicos teriam cumprido na elementar obrigação de luto:
– a suspensão da Queima por 24 horas em homenagem ao defunto;
– o esclarecimento cabal e inequívoco dos factos ocorridos e a manifestação pública de um empenho incansável na procura e criminalização dos responsáveis;
– a transformação da receita dos bilhetes daquela noite em fundo de apoio à família do jovem, que ainda por cima se encontra deslocalizada na Venezuela, de onde tinham mandado o filho para Portugal, à procura de outra dignidade.

Como na canção de José Afonso “A morte saiu à rua” (dedicada ao pintor José Dias Coelho, assassinado pela PIDE em 1961), é a violência que dispara, mas é a cobardia que a deixa perpetuar. Podem dizer-me que havia muitos contratos a cumprir, muitas responsabilidades etc…; mas isso só pega na bem-falância natural de uma classe dirigente universitária cada vez mais próxima dos piores tiques de irresponsabilidade da classe política, com quem se entende às mil maravilhas na legitimação pública destes negócios, disfarçados de certames ou tradição ou lá o que é. Só que, e desculpem a frieza causídica, se não há nos contratos de organização do evento cláusulas de força maior, então é porque os meninos que o organizam ainda são só isso, meninos, e ainda não perceberam nada da liberdade que os deixa ter poder. Cresçam, e apareçam. Depressa.

Tudo o que de pior se poderia pensar sobre o deboche do ser humano implícito no vosso trajar ficou à mostra, e nem com muita má vontade se poderia imaginar pior.

Fonte: Jornal de Negócios

A morte de um jovem, mais ou menos dramática, estudante ou não, é, por si só, um momento de profundo pesar e que, em certas circunstâncias nos deve fazer parar para pensar.

O que aconteceu com Marlon Correia, no dia 4 de Maio, é um momento de dor, dor não só para a família e amigos mais próximos mas para toda a gente, é a vida de um jovem que chega ao fim, de forma violenta e repentina.

A atitude da FAP, ao não encerrar o recinto na primeira noite da queima é, no mínimo, reprovável. Num momento como este não há lugar a interesses contratuais instalados, ou qualquer tipo de festejo. Toda a comunidade universitária sentiu esta morte de uma forma especial, e isso ficou patente nas diferentes mensagens de pesar que foram enviadas nas redes sociais, esse pesar merecia um melhor respeito por parte da organização do evento.

(Não vou aqui discutir a “cartelização” das bebidas, ou o “aluguer” gratuíto do espaço do evento que o autor refere)

No entanto, apesar deste meu consenso com o autor do texto, discordo, em absoluto, de algumas passagens, chegando mesmo a sentir alguma comichão com certas afirmações.

A certa altura, o autor decide fazer uma reflexão, ao jeito da que eu agora aqui faço, sobre o papel das Praxes e das Queimas no ensino universitário. Essa reflexão é feita, usando expressões como: “é terrível, mas natural, que uma instituição que promove a praxe como ritual de “integração” não perceba nada de dignidade humana”, ou “não seria de esperar que quem faz da humilhação “integração” percebesse os elementares valores que se levantavam perante a barbaridade”. É, no meu entender, de muito mau gosto, tentar transformar a praxe num qulquer ritual de humilhação abaixo da condição humana.

A praxe sempre foi, é, e será, um momento de iniciação, que permite aos novos alunos conhecer melhor os seus companheiros de curso, pessoas que acompanharão o seu dia-a-dia nos próximos 3/5 anos. São feitas brincadeiras, inventados “cânticos de guerra” de apoio ao curso ou Universidade a que se pertence, há de tudo um pouco.

Ao contrário do que o autor insinua, as praxes humilhantes da dignidade humana são coisas do passado, no passado muitos eram os relatos de abusos nos momentos de praxe. Abusos esses que foram sendo combatidos com uma maior regulação das praxes e um controle mais apertado, mesmo pelos próprios professores das universidades. Como em tudo na vida, existe quem abuse desse “poder” de praxar, mas não dura por muito tempo, rapidamente o abusador é afastado sem que problemas de maior se registem. Penso serem escassos os números de relatos violentos em praxes.

Após toda esta frontalidade, o texto parecia acabar de forma positiva com mais um “puxão de orelhas” à FAP, referindo-se, novamente ao não encerramento do recinto e às desculpas dos contratos.

Quando, de subito me apercebo de um último parágrafo em jeito de conclusão… foi aqui que senti as comichões…

“(…) o deboche do ser humano implícito no vosso trajar (…)” DEBOCHE?!? Será que o autor tem ali algum racalmamento mal esclarecido do seu passado universitário?

O traje não é, num foi nem nunca será um símbolo de deboche do ser humano. O traje é o orgulho de um estudante universitário, se os nossos trajes falassem, quantas estórias não teria para contar… Não é deboche senhor, é orgulho e esse orgulho não é só dos estudantes, é também das suas famílias e de muitos anónimos que com eles se cruzam na rua diáriamente. Ver um aluno trajado na rua deve ser um sinal de orgulho para todos, orgulho no futuro que, debaixo daquelas vestes, se prepara para o futuro.

Vestir o traje obriga-nos, desde logo, a despojar-nos de qualquer valor material (brincos, fios, pulseiras, aneis, etc), nada disto tem lugar quando um estudante veste um traje, as raparigas devem, alias, quando trajadas, evitar qualquer maquilhagem.

O traje foi implementado nas universidades com um objectivo, esbater as diferenças sociais existentes entre alunos, para que todos se tratassem de forma igual, na universidade havia dois tipos de pessoas, os professores e os alunos. Usando o traje as pessoas não seriam olhadas ou tratadas de acordo com as roupas que podiam ostentar.

Trajei e orgulho-me de o dizer, praxei e não o escondo, acho que nunca ultrapassei limites e trajando, fiz por respeitar o que vistia e a capa que carregava aos ombros.

Para terminar fica aqui uma música ao vivo da Tuna Académica da (minha) UTAD – TAUTAD – que hoje, dia 11, celebra 30 anos de existência. Parabéns.

Estudante morto durante assalto violento ao Queimódromo

Um estudante da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto foi abatido a tiro, na madrugada deste sábado, quando tentou resistir a quatro assaltantes encapuzados e armados que irromperam na zona das bilheteiras do Queimódromo do Porto, na Estrada da Circunvalação. Dois seguranças do recinto da Queima das Fitas foram também alvejados mas o seu estado não inspira cuidados.

O assalto ocorreu por volta da 1.15 horas, altura em que vários estudantes, trabalhando por conta da Federação Académica do Porto (FAP), procediam à contagem e entrega do dinheiro dos bilhetes vendidos durante o dia para a Semana Académica.marlon

O apuro, “presumivelmente várias dezenas de milhar de euros”, segundo fonte académica, deveria ficar à guarda da Esegur. Foi pouco antes da chegada da carrinha de valores que se deu o assalto, que acabaria fatal para o estudante Marlon Barbosa Correia, de 24 anos, finalista do curso de Desporto da Universidade do Porto e jogador de futebol do Sporting Clube Arcozelo, em Gaia.

Imposto, pela polícia, um silêncio quase total à volta do sucedido, e com o Queimódromo verdadeiramente “sitiado” pela PSP e PJ, não foi possível ao JN obter muitos pormenores durante estas primeiras horas que se seguiram ao dramático assalto.

Fonte da PSP apenas revelou que os assaltantes entraram no recinto aos tiros e começaram por assaltar um casal de jovens, de 22 e 24 anos respetivamente, a quem levaram todos os pertences que traziam consigo. Só depois dirigiram-se ao local onde se encontrava o cofre.

Rúben Alves, presidente da Federação Académica do Porto, revelou que os assaltantes acabaram por fugir sem levar o dinheiro.

Durante os acontecimentos, dois seguranças sa SPDE – a empresa que presta segurança ao recinto – ficaram feridos no tiroteio. Foram conduzidos ao Hospital de Santo António, onde, depois de tratamento a alguns ferimentos, tiveram alta.

Marlon Correia nasceu em Caracas, na Venezuela. Filho de emigrantes portugueses, veio viver para Portugal com os pais e um irmão, em 2002. Segundo fonte familiar, os progenitores decidiram regressar a Portugal porque “achavam que aqui era mais seguro”.

Fonte: JN

Café do Porto vendeu o número recorde de 379.290 minis em 2012

O Espaço 77, na Travessa de Cedofeita, vendeu, em 2012, o número recorde de 379.290 minis da Super Bock. Esta segunda-feira, o conhecido café da baixa do Porto festejou o aniversário e o ‘tetra’ e ofereceu cerveja aos clientes e amigos.

Há 4 anos que este negócio familiar bate o recorde nacional de vendas de minis da Super Bock  e há 4 anos que vende estas cervejas a 50 cêntimos.

É que, em 2009, ano em que a marca e o café começaram a assinalar o recorde de vendas no país, o 77 vendeu cerca de 301.000 minis – uma mini a cada 30 segundos –, em 2010, as vendas subiram para cerca de 363.000 garrafas de 20 centilitros – uma a cada 24 segundos – e, em 2011, o número chegou às 378.230 – uma mini a cada 19 segundos.

“Este ano, foi ela por ela, mas batemos novamente o recorde. Só em Dezembro é que vimos que íamos aproximar-nos do número do ano passado”, disse, esta segunda-feira, ao P24 um dos donos, Henrique Rebelo.

Este ano, com uma carga fiscal cada vez mais pesada e a vigilância apertada da Câmara do Porto em relação aos horários dos bares da baixa, será “mais complicado” continuar a bater recordes, diz Henrique Rebelo.

“Ficamos com o 77, que já existia desde 1977, daí o nome, em 1994/95. Inicialmente, era o meu pai e a minha mãe. Desde há 9 anos que estamos os 4 à frente do negócio”, explicou Henrique, enquanto a mãe, a irmã (que partilham o nome Eugénia) e o pai Henrique iam servindo quem apareceu para a festa de aniversário.

Clientela obrigou a investir

As enchentes de jovens, procurando um ambiente informal e familiar e preços mais em conta, começaram “há 5/7 anos”, recorda Henrique. Ao fim da tarde, passam pelo 77 alguns estrangeiros e os estudantes da zona. “A partir das 23h30/24h é o boom, sobretudo de quarta a sábado”, sublinha o empresário, que informa que o café abre das 9h às 2h, de segunda a sábado.

A clientela foi crescendo e obrigou mesmo a família Rebelo a fazer obras no espaço e a investir em novos equipamentos. “Fomos tirando um bilhar, depois tiramos o outro. E alargámos o balcão, que ganhou mais 2,5 metros”, conta o responsável.

Hoje, o Espaço 77 tem uma arca refrigeradora industrial, que permite arrefecer “150 grades de minis em meia hora”, e 3 fornos para os bolos e pizas – um industrial, um semi-industrial e outro mais pequeno.

Noutros tempos, como recorda Henrique, as minis “fresquinhas” acabavam rapidamente porque o processo era “todo manual” e as cervejas eram colocadas uma a uma numa “pequena arca para alimentos”.

A família também cresceu atrás do balcão, onde passaram a ajudar o tio Vitorino e a tia Alcinda.

“Somos do Porto, sim, da Praça da República. Viemos do Ultramar, fugidos da guerra. A vida dos meus pais era lá. Eu e a minha irmã fomos feitos lá, nascemos cá e ainda voltamos para lá”.

“Para aconchegar o estômago”

O 77 não sente os efeitos da crise nas vendas de minis e salgados – “Trabalhámos com 6 firmas e já nos disseram que se fossemos a ver o recorde de bolos também éramos recordistas” –, só no tabaco. “Antigamente, enchia a máquina 3 vezes por semana e agora só encho uma”, diz Henrique.

Apesar de as minis serem o produto mais vendido no 77, “metade das pessoas” que vão ao café fazem-no “para comer”, “para aconchegar o estômago” à noite. “Alguns vêm cá encomendar e levam para os amigos, que esperam nos bares aqui à volta”. Há meio ano, o café até lançou um menu que inclui bifana e mini por 1,5 euros.

Em 2013, a família Rebelo está a estudar a hipótese de instalar um “mini-museu” no armazém do 77. “Temos mais de 500 dedicatórias de Erasmus, fotografias de clientes, as bandeiras dos Açores e da Madeira, e queremos colocar isso tudo à vista”, explica Henrique.

Fonte: Porto 24

Yoko Ono mostra óculos ensanguentados de John Lennon no Twitter

Viúva do músico publicou no Twitter os óculos que Lennon usava no dia em que foi assassinado para protestar contra as armas de fogo.

A viúva de John Lennon, Yoko Ono, publicou na quarta-feira no twitter uma fotografia dos óculos que Lennon usava no dia em que foi assassinado. Os óculos, que têm as marcas do sangue do músico já tinham sido mostrados, mas foram agora outra vez utilizados numa mensagem em que a artista plástica protesta contra o uso das armas de fogo.

«Mais de 1.057.000 pessoas foram mortas por armas de fogo nos Estados Unidos desde que John Lennon foi assassinado, no dia 8 de dezembro de 1980», diz o texto acompanhado da foto.

Para além de ter publicado, pelo menos três vezes o link que levou à imagem, Yoko Ono postou ainda mensagens sobre o tema. «31.537 pessoas são mortas por armas de fogo nos Estados Unidos todos os anos. Nós estamos a transformar este belo país numa zona de guerra», escreveu numa das mensagens.

Numa outra, cita o marido e o filho que tiveram juntos, o também músico Sean Lennon. «A morte de um ente querido é uma experiência que deixa um vazio. Depois de 33 anos, o nosso filho e eu ainda sentimos a sua falta»

Fonte: TVI

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