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Morreu David Frost, o entrevistador que levou Nixon a confessar alguma culpa

O jornalista e apresentador de televisão britânico David Frost, célebre pelas suas entrevistas ao ex-Presidente norte-americano Richard Nixon, morreu no sábado devido a um ataque cardíaco, aos 74 anos, anunciou a família.

“Sir David morreu de ataque de coração na noite passada, a bordo do Queen Elizabeth, que é um navio de cruzeiros, onde estava a fazer uma palestra”, diz um comunicado da família citado pela BBC.794846

A longa carreira de televisiva é variada, inclui desde apresentações de concursos com celebridades e um programa de sátira política na década de 1960 que fez história na televisão britânica, That Was The Week That Was, lembra o jornal The Guardian. Mas o que o tornou famoso foram as longas entrevistas com Richard Nixon em 1977, em que pela primeira vez o ex-Presidente reconheceu ter alguma culpa no escândalo do Watergate – quando o Partido Republicano colocou escutas ilegais ao Partido Democrata.

Estas entrevistas deram origem a um filme de Ron Howard de 2008,Frost/Nixon.

O primeiro-ministro britânico David Cameron expressou as suas condolências no Twitter: “O meu coração está com a família de David Frost. Ele podia ser – e comigo foi certamente – tanto um amigo como um temível entrevistador”.

Frost era uma figura da televisão nos dois lados lados do Atlântico, com programas como The Frost Report e Not So Much A Programme, More a Way of Life. Nos últimos anos, diz o Guardian, teve um programa de domingo na televisão privada britânica ITV.

Fonte: Público

James Gandolfini morre aos 51 anos

O site TMZ terá sido o primeiro a dar a notícia da morte de James Gandolfini, mas a mesma já foi confirmada por diversas fontes, incluindo a produtora para a qual trabalhava, a HBO.

O ator, de 51 anos, que ganhou reconhecimento no papel de “Tony” na série, “Os Sopranos”, da HBO, não resistiu a um ataque cardíaco, durante a sua estadia em Itália, esta Quarta-feira.

Gandolfini conta no seu curriculo com diversos prémios: três Emmys em cinco nomeações e ainda um Globo de Ouro. Era uma das estrelas da HBO, existindo já conversas para um regresso a tempo inteiro à televisão para integrar o elenco da série Criminal Justice (Justiça Criminal).

Num comunicado oficial, o director da produtora, Chris Albrecht, afirma-se “abalado com a nótícia”, na mesma nota pode ler-se ainda: “Éramos como uma família aqui. É uma perda enorme”.

O ator era casado com Deborah Lin e tinha dois filhos, Liliana, de oito meses, e Michael, de 14, fruto de um casamento anterior.

James Gandolfini. photo: Barry Wetcher

BBC acusada de pôr alunos em perigo numa visita à Coreia do Norte

Uma equipa de jornalistas do programa Panorama entrou em Pyongyang numa viagem organizada por estudantes da London School of Economics.

A BBC está a ser pressionada para não transmitir a próxima edição do seu programa Panorama, dedicado à Coreia do Norte, e a emitir um pedido de desculpas. Mas a pressão vem de mais perto do que se poderia imaginar: da prestigiada London School of Economics.

Em questão está a viagem do jornalista da BBC John Sweeney à Coreia do Norte, integrado numa visita organizada por alunos da London School of Economics (LSE). O problema é que Sweeney fez-se passar por um estudante de doutoramento e é isso que está a provocar a indignação da LSE.

Em declarações à BBC, John Sweeney garante que todos os estudantes sabiam que entre eles iria estar um jornalista e que sempre usou o seu nome verdadeiro. Mas admitiu que disse ume mentira: “Menti. Disse que era aluno de doutoramento. É difícil, mas íamos entrar num país que é mais parecido com a Alemanha de Hitler do que qualquer outro Estado actual.” O jornalista disse ainda que obteve a aprovação “da maioria dos alunos”.

Os responsáveis da LSE acusam o jornalista da BBC de “não ter dado informação suficiente para obter um consentimento informado” por parte dos alunos e dizem que estes foram “postos em perigo”, já que Sweeney foi também acompanhado por dois repórteres de imagem, aparentemente sem o conhecimento dos estudantes.

Para além do risco que poderia advir para os alunos, é também a imagem da London School of Economics que está em jogo. Em comunicado, os responsáveis da universidade declaram que “as acções da BBC podem infligir graves danos à reputação da LSE e podem comprometer seriamente futuras possibilidades de alunos ou funcionários da LSE virem a estudar a Coreia do Norte legitimamente, e até as de outros países onde há suspeitas sobre a veracidade de trabalhos académicos independentes”. A LSE ressalva que “apoia totalmente o princípio do jornalismo de investigação como interesse público”, mas condena o uso do seu nome “como cobertura para actividades como esta”.

Um dos alunos que esteve na mesma viagem – e que falou ao jornal da universidade sob a condição de anonimato – disse que os estudantes não tinham conhecimento da presença de “vários jornalistas da BBC na altura do voo para Pyongyang”. “Fomos levados a acreditar que John Sweeney era um professor de História, apesar de mais tarde ter sido dado a entender que ele não era da LSE”, disse o mesmo aluno.

O director da LSE, Craig Calhoun, comentou também a qualidade do trabalho da BBC: “A reportagem colocou alunos em perigo, mas parece não ter descoberto informações novas e apenas mostra o que a Coreia do Norte quer que os turistas vejam”, escreveu Calhoun na sua conta no Twitter.

A BBC cita um porta-voz da própria BBC, que não é identificado pela BBC: “Nós sabemos que os alunos deviam ter sido avisados com antecedência que um jornalista pretendia viajar com eles, porque isso poderia fazer aumentar os riscos da viagem. Eles receberam essa informação, que lhes foi recordada mais tarde, para que pudessem mudar de opinião. Todos os alunos foram explicitamente avisados sobre os potenciais riscos de viajarem para a Coreia do Norte com um jornalista no grupo. Isto incluia os riscos de detenção e o risco de poderem ficar impedidos de regressar à Coreia do Norte.”

Jornalista confrontado por colega

Numa entevista à BBC, John Sweeney foi confrontado com as suas acções por um dos seus colegas: “Disseste que ia apenas um jornalista e não uma equipa de três homens. Se tivessem sido descobertas, as tuas acções poderiam ter levado à detenção [dos alunos] na Coreia do Norte. Aceitas a responsabilidade por teres posto estudantes em perigo? E em termos de credibilidade académica? Como é que a LSE pode voltar a receber a confiança de qualquer outro país que queira visitar? Podem enviar um jornalista infiltrado…” Sweeney reafirmou que todos os alunos sabiam que estava um jornalista entre eles e que estavam cientes dos riscos. “Todos sabiam os riscos que corriam e resolveram ir”, disse.

Quando confrontado pelo colega com o facto de os alunos não terem sido informados de que iam ter a companhia de uma equipa de investigação composta por três pessoas, o jornalista John Sweeney respondeu: “Mentimos à agência de viagem”. E prosseguiu: “É uma pergunta muito boa e é muito difícil responder. Acho que as pessoas mais indicadas para falarem sobre isso são os próprios estudantes”, dando a entender que “a maioria” dos alunos estava a par do plano do programa Panorama.

Fonte: Público

Oprah entrevista Diogo Morgado

O actor Diogo Morgado, que dá vida a Jesus Cristo na série ‘A Bílbia’ foi convidado para participar no talk-show norte-americano ‘Oprah’s Next Chapter’, tornando-se desta forma no primeiro português a ser entrevistado pela conceituada apresentadora, Oprah Winfrey. “Ele está nas nuvens”, revela uma fonte próxima do actor ao Diário de Notícias.

O protagonista da série ‘A Bíblia’, o actor Diogo Morgado, atravessa actualmente um dos melhores momentos da sua carreira. A série norte-americana está a ser um verdadeiro sucesso nos Estados Unidos tendo-se tornado num dos programas mais vistos nos EUA com 13,1 milhões de espectadores.

Depois do trabalho, a aclamação. Diogo Morgado será o primeiro actor português a ser entrevistado pela conceituada Oprah Winfrey. O programa ‘Oprah’s Next Chaper’ vai receber o actor já no próximo dia 14.

“Nem acredito que a Oprah me viu” escreveu Diogo Morgado no Twitter depois de a apresentadora ter utilizado a mesma rede social para demonstrar o seu agrado pela mini-série do canal História.

Agora que sabe que vai ser entrevistado pela Oprah, o actor de 32 anos “está nas nuvens”, revelou uma fonte ao Diário de Notícias.

Diogo Morgado regressa a Portugal no final do mês para começar a gravar a nova novela da SIC cujo nome temporário é ‘Ambição’.

Fonte: Notícias ao Minuto

Entretanto, na sua conta na sua conta do Instagram, Oprah, publicou uma fotografia onde aparece com Diogo Morgado. Na legenda pode ler-se: “Sharing a hotdog with “hot Jesus” @DiogoMorgado. Life is delicious”

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Moções, petições, declarações, acusações… Ahhhh, Portugal!

Os “ões” andam na moda em Portugal, e parece que a febre veio para ficar, pelo menos por agora.

Para os lados do Largo do Rato, o mar parece mais picado, com a Comissão Política Nacional do PS a aprovar, por unanimidade, uma Moção de Censura ao governo. Ao contrário do que o voto possa mostrar, logo à saída da reunião José Lello mostrava algumas reservas quanto ao sucesso da moção, “Acho que este Governo deve ser censurado e deve ser derrubado, mas vamos ver o resultado”.

Mas o dia de José António Seguro não foi, de todo, tranquilo. Desde o dia da sua eleição que o fantasma “Sócrates” paira sobre ele e ontem, logo pela manhã, apareceu, qual ninfa na poesia de Camões (porque ontem foi Dia da Poesia), da penumbra, anunciado como o novo comentador político na RTP, num programa que terá como “adversário”, Nuno Morais Sarmento, ex-ministro Social Democrata. A notícia rapidamente se tornou viral e, poucas horas tinham passado da sua confirmação, já uma petição contra a decisão da direção da televisão pública, era subscrita por milhares de pessoas.

Acompanhada de comentários mais ou menos jocosos, e uns quantos mais ofensivos, a partilha do link da petição espalhou-se pelas redes sociais, resultando em mais de 85 mil assinaturas ao fim do dia. Por incrível que possa parecer, surgiu também uma petição de apoio ao “cidadão” José Sócrates, assinada, até ao momento, por pouco mais de 1000 pessoas.

O regresso de Sócrates a Portugal (entre o emprego de vendedor de medicamentos no Brasil e o curso de Filosofia em Paris, não se sabe quanto tempo cá passará), para além das petições, gerou também muita movimentação no seio das hostes rosa, com antigos fantoches, putativos derrotados candidatos a Secretário-geral do PS e futuros candidatos ao lugar de Mário Soares, a manifestarem-se.

Como já aqui referi, José Lello, já mandou umas bicadas em Seguro após a reunião da noite de ontem, em que foi votada a  Moção de Censura (este é o tal candidato ao lugar de Soares, morto para a política, mas sempre presente, pronto para mandar uma bicada aqui e ali, a ver se sobra alguma migalha. Entretanto, António Costa também já veio lamentar a o timing desta decisão do seu eterno companheiro em regressar à vida pública. Regresso esse que Pedro Silva Pereira, já garantiu, não ser um regresso à vida política (será mais uma lavagem de imagem em apoio aos camaradas).

Bem vistas as coisas, este filme parece uma reedição da novela Ferro Rodrigues/Sócrates. Após a passagem de um “grande líder”, aconteceu com Guterres e acontece agora com Sócrates (ambos deixaram o 2º mandato a meio), vem um testa de ferro para passar por momentos mais turbulentos até as águas ficarem mais a jeito, leia-se, as sondagens. Por estes dias, o líder do maior partido da oposição, e a sua estrutura, têm falado de ventos de mudança e avizinha-se uma “Primavera Socialista” com, a moção a ser chumbada com votos contra de todos os partidos, excluindo claro, o PS, que deixará Seguro entre a espada e a parede, levando à sua queda com direito a eleições, a serem ganhas por Costa, com Silva Pereira, por lá. Depois é só aguardar as eleições e voltar ao poleiro. Quase parece que estamos na Síria ou na Tunísia…

Isto tudo, vendo bem as coisas, até pode correr bem à coligação do governo mas (nem tudo é perfeito), o Sol avança hoje em 1ª página, que o Tribunal Constitucional (TC), chumbou o Orçamento de Estado. O TC explica-se, inclusivamente, ao semanário sobre a demora na análise do documento (ao semanário?!? Hum, não devia ser ao governo, ao PR, ou, quanto muito ao público, via conferência de imprensa? Porquê ao Sol?!?).

Segundo revela o mesmo órgão, o governo pode mesmo implodir. Este chumbo, a somar aos contínuos debates acessos entre Passos e Portas, poderão levar vários ministros a abandonar o governo, podendo o CDS deixar cair a coligação. Ou seja, parece que Coelho vai ter uma Páscoa difícil.

Para ajudar à pintura final, Relvas (esse grande senhor), não podia ser esquecido, o ministro volta a aparecer ao seu melhor estilo, com mais uma gafe monumental. Durante o anúncio de um programa de desporto escolar, o ministro reinventou um Portugal com 5 regiões, esquecendo-se de Açores e Madeira.

Será que temos aí mais duas privatizações à vista?

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/03/21/relvas-divide-o-pais-em-cinco-regioes-e-esquece-se-da-madeira-e-dos-acores