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De regresso…

Pois é, o Por aqui, por aí está de volta…

Algumas coisas mudaram, como a imagem do blog, por exemplo, e outras irão mudar. Muda a forma de escrever, a atenção aos temas escolhidos, mesmo até a forma de escrita…

Em breve irão perceber essas mudanças, espero que os habituais visitantes gostem, e que seja suficiente para atrair novos seguidores.

Feira do Livro no Porto suspensa por falta de dinheiro

Associação Portuguesa de Editores e Livreiros não tem 75 mil euros para realizar o evento e a autarquia portuense diz não poder ajudar.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) suspendeu a realização da Feira do Livro do Porto por “falta de condições financeiras”, anunciou a Câmara. A autarquia portuense acrescenta, por seu lado, não poder apoiar financeiramente a iniciativa.x435

Em comunicado citado pela agência Lusa, o município diz que não tem disponibilidade para investir os 75 mil euros pedidos pela organização. 

Nos quatro anos anteriores essa tinha sido a contribuição da autarquia para a viabilização da Feira do Livro na Avenida dos Aliados. 

A APEL justifica a suspensão da feira com uma grande queda nas receitas da associação, devido a quebras na venda de livros. 

A Câmara do Porto diz que se ofereceu para ceder gratuitamente a plataforma central da Avenida dos Aliados e para isentar a APEL do pagamento de taxas, mas que isso foi considerado insuficiente.

Fonte: RR

Financial Times noticia “protesto criativo” de faturas pedidas em nome de Passos Coelho

O jornal britânico Financial Times noticiou hoje o “protesto criativo” dos “ativistas portugueses contra a austeridade”, que começaram a pedir faturas em nome do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, após sugestão do movimento cívico Revolução Branca.

“Os ativistas portugueses contra a austeridade estão a dar o número de identificação fiscal do primeiro-ministro quando pagam bens ou serviços, em protesto contra uma nova lei anti-evasão fiscal que prevê multas de dois mil euros para quem não pedir faturas”, refere a notícia do jornal Financial Times (FT), segundo a qual os ativistas em Portugal se estão a tornar “criativos” nos protestos.

O movimento cívico Revolução Branca sugeriu na quarta-feira, nas redes sociais, uma “desobediência cívica irónica” dos contribuintes, mesmo sem intenções de a ver concretizada, através do pedido de faturas em nome do primeiro-ministro, em protesto contra a nova legislação.

Segundo noticiado pelo jornal Correio da Manhã, deram entrada no sistema e-fatura “milhares de faturas” com o número de contribuinte do primeiro-ministro, passadas em restaurantes, cabeleireiros e oficinas de automóveis – totalizando milhões de euros em despesas.

Os protestos em Portugal são descritos pelo FT como “criativos”, sendo destacada ainda a iniciativa que “acabou por silenciar com uma música o primeiro-ministro português no parlamento”.

“Uma recente onda de protestos coordenados através de redes sociais por movimentos com nomes como ‘Que se lixe a troika’ e ‘Os indignados’, com a frequente intenção de serem irónicos, marca o aumento de táticas usadas por ativistas anti-austeridade, que já encenaram grandes protestos de rua”, assinala o texto daquele jornal de referência.

À Lusa, o presidente do Movimento Revolução Branca considerou “perfeitamente natural” a adesão à sugestão de pedir faturas em nome do primeiro-ministro e assinalou que “as coisas quando são espontâneas é porque surgem do fundo do coração”.

“Como tal, só mostra o sentimento da sociedade portuguesa perante a transformação de milhões de cidadãos em fiscais”, afirmou Paulo Romeira, segundo o qual “são milhões de faturas que têm entupido os serviços fiscais”.

Para o dirigente “se as pessoas estão a aderir desta forma é porque estão revoltadas com esta situação”.

“Outras ações do movimento nascerão sempre evitando criar problemas aos cidadãos e focalizando-nos no nosso alvo que é a classe política atual que nos trouxe a esta situação”, sublinhou.

Fonte: I

Ben Affleck: “Nunca pensei estar ao lado destes nomes”

O prémio de melhor filme dramático foi para Argo, cujo realizador também saiu vencedor. Lincoln, de Spielberg, é um dos derrotados da noite, com apenas um dos sete prémios para que estava nomeado. Os Miseráveis vence em musical/comédia. Na TV, ganharam Segurança Nacional e Girls.

A 70.ª edição dos Globos de Ouro, atribuídos em Los Angeles, no domingo à noite (madrugada de segunda-feira em Portugal), ficou marcada pela vitória de Argo na categoria de melhor filme. O actor Ben Affleck, que interpreta uma dos personagens e realizou o filme, bateu uma concorrência feroz e levou o prémio de melhor realizador.

O triunfo de Affleck entre realizadores é ainda mais significativo se se tiver em conta que não está nomeado nessa categoria para os Óscares, que serão atribuídos a 24 de Fevereiro. Talvez por isso, escreve o New York Times, quando o realizador foi chamado ao palco para receber o prémio, ouviu-se na sala uma das maiores ovações da noite.

“Não me interessa que prémio é. Quando põe o teu nome ao lado dos nomes que se acabaram de ler é uma coisa extraordinária”, disse Affleck, fazendo referência aos realizadores que estavam nomeados consigo (Steven Spielberg, Ang Lee, Kathryn Bigelow e Quentin Tarantino). “Nunca pensei estar ao lado deles”, acrescentou Affleck, que agradeceu ainda às pessoas talentosas que não foram nomeadas como o realizador de O Mentor, Paul Thomas Anderson, “que é como Orson Welles”.

Não esquecendo a mulher, a actriz Jennifer Garner, e os filhos, o actor e realizador dedicou o prémio a Tony Mendez, o agente da CIA que Affleck representa em Argo.

Os Globos de Ouro são encarados como uma espécie de barómetro dos prémios da Academia, mas o júri dos Globos, composto por cerca de 100 jornalistas internacionais que trabalham em Hollywood, não elegeu nenhum dos que concorrem aos Óscares, nem os “consagrados” Ang Lee e Steven Spielberg.

Com Tina Fey e Amy Poehler no papel de anfitriãs, a noite fica de resto marcada pela pobre prestação do filme dirigido por Spielberg, Lincoln. Apontado como favorito em sete categorias, leva para casa uma estatueta, a relativa à de melhor actor em filme dramático, atribuída a Daniel Day-Lewis, que destacou a amizade e o companheirismo de Spielberg, “um mestre humilde”. “Deu-me uma experiência que vou guardar para toda a vida”, disse o actor.

Argo, filme sobre a crise dos reféns norte-americanos no Irão, tinha um total de cinco nomeações e triunfou como melhor filme dramático e melhor realizador.

A melhor actriz num filme dramático é Jessica Chastain, pelo desempenho em 00h30: A Hora Negra, realizado por Kathryn Bigelow, que também perdeu para Ben Affleck na categoria de melhor realizador.

Na categoria de melhor filme musical ou de comédia ganhou Os Miseráveis. Hugh Jackman e Anne Hathaway, que desempenham ambos um papel neste filme, ganharam os prémios de interpretação. O filme arrecadou assim três prémios, o que o tranformou num dos vencedores da noite.

Django Libertado, de Quentin Tarantino, recolheu dois títulos, o de melhor argumento e melhor actor secundário, atribuído a Christopher Waltz. “Isto é uma grande surpresa, e estou muito contente por ter sido surpreendido”, disse Tarantino ao receber o Globo de Ouro de argumento.

A cantora Adele levou para casa o prémio para a melhor canção orginal, porSkyfall, tema do filme da saga James Bond. E Amor, de Michael Haneke, foi considerado o melhor filme estrangeiro

Extra-concurso, a noite ficou ainda marcada pela presença do antigo Presidente americano, Bill Clinton, que subiu ao palco para apresentar Lincoln. “Uau, que noite excitante… Aquele era o marido da Hillary Clinton”, gracejou uma das anfitriãs da noite.

Clinton elogiou o filme de Spielberg, destacando que a luta do presidente Lincoln para abolir a escravidão deve servir como exemplo para as lutas nos dias de hoje. “Este filme brilhante mostra-nos como ele fez isso e dá-nos esperança de que podemos fazer tudo isso de novo.”

Outra mulher em destaque foi a actriz Jodie Foster. Não só porque recebeu o prémio pelo seu contributo para o cinema como também pelo facto de ter confirmado publicamente a sua homossexualidade. Ao receber o prémio Cecil B. Demille, Foster aproveitou o discurso para dizer que era “gay”, uma verdade há muito conhecida entre familiares e amigos da actriz e que ela apenas tinha referido indirectamente.

Noite de Girls
Os Globos de Ouro também premeiam os melhores trabalhos televisivos e nesta área o destaque vai para a série Segurança Nacional que, tal como em 2012, ganhou o prémio principal – batendo nesta 70.ª edição dos  Globos de Ouro o sucesso de época Downton Abbey, a nova série de Aaron Sorkin The Newsroom, a duradoura e arrojada Breaking Bad e a viagem à Atlantic City da Lei Seca Boardwalk Empire.

Os dois protagonistas de Segurança Nacional, Damian Lewis e Claire Danes, levaram os prémios de interpretação. Na categoria de actores secundários (que junta nomeados por séries de comédia e drama, mini-séries ou telefilmes) os Globos foram para Maggie Smith (Downton Abbey) e para Ed Harris (Game Change).

Julia Louis Dreyfus, com toda a sua experiência de Seinfeld e afins séries de comédia, já o tinha dito à entrada da cerimónia: não contava ganhar o prémio para que estava nomeada, na categoria de melhor actriz de comédia, porque ele pertenceria a Amy Poehler (co-apresentadora da cerimónia e protagonista de Parks and Recreation) ou a Lena Dunham. E foi mesmo a jovem actriz, realizadora, produtora e argumentista da série Girls, da HBO, que venceu o Globo.

A série fenómeno, tanto pelo multitasking de Dunham quanto pelo peso que carrega na representação de uma certa juventude feminina americana do início do século XXI, com sexo e crueza à mistura, foi ainda considerada a melhor série de comédia televisiva pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Bateu a concorrência das favoritas e muito vistas Uma Família Muito Moderna e A Teoria do Big Bang, da mais recente e musical Smash e do veículo de regresso do actor de Friends Matt LeBlanc, Episodes.

Pêpa Xavier ganha 700 euros e diz que tem direito a sonhar com a mala Chanel

A “blogger” de moda que escandalizou o país da Net e levou a Samsung a retirar os anúncios a um “tablet” diz que ganha 700 euros por mês num emprego precário e que a crise está a afetar muito a família. Pêpa Xavier não se arrepende de querer uma mala Chanel de 3 mil euros, porque tem, como todos, “o direito de sonhar”.

Pêpa Xavier, de 25 anos, indignou o país da Internet ao desejar uma mala “Chanel” preta, clássica, que pode custar mais de três mil euros para 2013. A blogger de moda não se arrepende de ter verbalizado um dos sonhos que acalenta, durante uma entrevista que serviu de base a um vídeo promocional a um tablet da Samsung.

A repercussão negativa na Internet e a chuva de críticas levaram a marca sul-coreana a retirar a campanha, que tinha por base os desejos de cinco bloggers ligados à moda.

“Não estou arrependida. Abri a porta da minha casa, falei dos meus desejos pessoais, que são mais do que uma mala Chanel”, disse Filipa, “Pêpa”, Xavier. “Não me arrependo, porque temos o direito de poder sonhar”, acrescentou.

Em entrevista à SIC Notícias, a “blogger” explicou o desejo da mala Chanel. “Como uma jovem de 25 anos, com o primeiro emprego remunerado, gostava de começar a juntar dinheiro para concretizar algo no âmbito da moda que acho importante”, disse Pêpa Xavier, que segundo o canal de Carnaxide ganha 700 euros mos mês.

Em resposta à indignação que correu as redes sociais em Portugal, Pêpa Xavier diz ter “consciência das dificuldades que o país está a passar”, porque as sente na pele. “Também estou a sofrer bastante com esta crise. A minha família está a ser bastante afetada”, disse.

À pergunta da jornalista Maria João Ruela, Pêpa disse que sim, que “gostava de ajudar alguém a vestir-se para uma entrevista de emprego”, porque é no trabalho que centra o desejo mais importante para 2013.

“Gostava que houvesse mais emprego, não só precário. Eu própria tenho um emprego precário”, disse Pêpa Xavier. “Neste momento, a minha família não me pode ajudar. Tudo o que tenho depende do meu trabalho”, acrescentou.

O tom de voz nasalado, típico de “tia” da “socialite” também agitou as redes sociais e as conversas de café laborais. Pêpa explica que “estava nervosa”, por não estar habituada a falar para uma câmara.

“Foi uma entrevista de duas horas, em que me pediram 12 desejos, mas escolheram só um no vídeo”. Aquele que se sabe, “uma mala Chanel, preta, daquelas clássicas que vai bem comtudo” e que tanto mal-estar causou.

“Tenho tentado preservar-me, manter o sangue frio e fazer a minha vida normal”, disse Pêpa Xavier, consciente da repercussão que a declaração de um desejo teve nas redes sociais e no mundo da Internet. “Tenho tido feed-back de amigos, de Macau, Brasil e Inglaterra. “Tenho tentado não ler as críticas, nem negativas nem positivas”, acrescentou.

Fonte: JN