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O filme-manifesto para impedir que a barragem destrua o Vale do Tua

Vale do Tua é um filme para alertar contra “um atentado grave demais”. A construção da barragem vai destruir um património único, defendem os autores.

António Castelo tem 26 anos e passou um mês a observar os animais e plantas que vivem em torno de um dos rios mais selvagens e preservados da Europa, o Tua. O jovem produtor da curta metragem Vale do Tua, pode considerar-se um privilegiado, pelas piores razões.

A maioria dos portugueses não conhece as paisagens que paulatinamente o afluente do Douro ajudou a moldar. A maioria dos portugueses talvez nunca as chegue a conhecer. A construção da barragem de Foz-Tua, adjudicada à EDP, destruirá uma parte considerável do curso final do rio, transformando-o em albufeira.

Numa tentativa de alertar para esta realidade, a associação Aid Nature e o Partido dos Animais e da Natureza (PAN) lançaram ontem, na FNAC do Colombo, a anteestria de um filme “acerca do Vale do Tua e da destruição causada pela construção da barragem do Foz Tua e da perda do património mundial do Alto Douro Vinhateiro”, anunciam.

Fonte: Visão

Veja aqui o filme completo

Yoko Ono mostra óculos ensanguentados de John Lennon no Twitter

Viúva do músico publicou no Twitter os óculos que Lennon usava no dia em que foi assassinado para protestar contra as armas de fogo.

A viúva de John Lennon, Yoko Ono, publicou na quarta-feira no twitter uma fotografia dos óculos que Lennon usava no dia em que foi assassinado. Os óculos, que têm as marcas do sangue do músico já tinham sido mostrados, mas foram agora outra vez utilizados numa mensagem em que a artista plástica protesta contra o uso das armas de fogo.

«Mais de 1.057.000 pessoas foram mortas por armas de fogo nos Estados Unidos desde que John Lennon foi assassinado, no dia 8 de dezembro de 1980», diz o texto acompanhado da foto.

Para além de ter publicado, pelo menos três vezes o link que levou à imagem, Yoko Ono postou ainda mensagens sobre o tema. «31.537 pessoas são mortas por armas de fogo nos Estados Unidos todos os anos. Nós estamos a transformar este belo país numa zona de guerra», escreveu numa das mensagens.

Numa outra, cita o marido e o filho que tiveram juntos, o também músico Sean Lennon. «A morte de um ente querido é uma experiência que deixa um vazio. Depois de 33 anos, o nosso filho e eu ainda sentimos a sua falta»

Fonte: TVI

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Moções, petições, declarações, acusações… Ahhhh, Portugal!

Os “ões” andam na moda em Portugal, e parece que a febre veio para ficar, pelo menos por agora.

Para os lados do Largo do Rato, o mar parece mais picado, com a Comissão Política Nacional do PS a aprovar, por unanimidade, uma Moção de Censura ao governo. Ao contrário do que o voto possa mostrar, logo à saída da reunião José Lello mostrava algumas reservas quanto ao sucesso da moção, “Acho que este Governo deve ser censurado e deve ser derrubado, mas vamos ver o resultado”.

Mas o dia de José António Seguro não foi, de todo, tranquilo. Desde o dia da sua eleição que o fantasma “Sócrates” paira sobre ele e ontem, logo pela manhã, apareceu, qual ninfa na poesia de Camões (porque ontem foi Dia da Poesia), da penumbra, anunciado como o novo comentador político na RTP, num programa que terá como “adversário”, Nuno Morais Sarmento, ex-ministro Social Democrata. A notícia rapidamente se tornou viral e, poucas horas tinham passado da sua confirmação, já uma petição contra a decisão da direção da televisão pública, era subscrita por milhares de pessoas.

Acompanhada de comentários mais ou menos jocosos, e uns quantos mais ofensivos, a partilha do link da petição espalhou-se pelas redes sociais, resultando em mais de 85 mil assinaturas ao fim do dia. Por incrível que possa parecer, surgiu também uma petição de apoio ao “cidadão” José Sócrates, assinada, até ao momento, por pouco mais de 1000 pessoas.

O regresso de Sócrates a Portugal (entre o emprego de vendedor de medicamentos no Brasil e o curso de Filosofia em Paris, não se sabe quanto tempo cá passará), para além das petições, gerou também muita movimentação no seio das hostes rosa, com antigos fantoches, putativos derrotados candidatos a Secretário-geral do PS e futuros candidatos ao lugar de Mário Soares, a manifestarem-se.

Como já aqui referi, José Lello, já mandou umas bicadas em Seguro após a reunião da noite de ontem, em que foi votada a  Moção de Censura (este é o tal candidato ao lugar de Soares, morto para a política, mas sempre presente, pronto para mandar uma bicada aqui e ali, a ver se sobra alguma migalha. Entretanto, António Costa também já veio lamentar a o timing desta decisão do seu eterno companheiro em regressar à vida pública. Regresso esse que Pedro Silva Pereira, já garantiu, não ser um regresso à vida política (será mais uma lavagem de imagem em apoio aos camaradas).

Bem vistas as coisas, este filme parece uma reedição da novela Ferro Rodrigues/Sócrates. Após a passagem de um “grande líder”, aconteceu com Guterres e acontece agora com Sócrates (ambos deixaram o 2º mandato a meio), vem um testa de ferro para passar por momentos mais turbulentos até as águas ficarem mais a jeito, leia-se, as sondagens. Por estes dias, o líder do maior partido da oposição, e a sua estrutura, têm falado de ventos de mudança e avizinha-se uma “Primavera Socialista” com, a moção a ser chumbada com votos contra de todos os partidos, excluindo claro, o PS, que deixará Seguro entre a espada e a parede, levando à sua queda com direito a eleições, a serem ganhas por Costa, com Silva Pereira, por lá. Depois é só aguardar as eleições e voltar ao poleiro. Quase parece que estamos na Síria ou na Tunísia…

Isto tudo, vendo bem as coisas, até pode correr bem à coligação do governo mas (nem tudo é perfeito), o Sol avança hoje em 1ª página, que o Tribunal Constitucional (TC), chumbou o Orçamento de Estado. O TC explica-se, inclusivamente, ao semanário sobre a demora na análise do documento (ao semanário?!? Hum, não devia ser ao governo, ao PR, ou, quanto muito ao público, via conferência de imprensa? Porquê ao Sol?!?).

Segundo revela o mesmo órgão, o governo pode mesmo implodir. Este chumbo, a somar aos contínuos debates acessos entre Passos e Portas, poderão levar vários ministros a abandonar o governo, podendo o CDS deixar cair a coligação. Ou seja, parece que Coelho vai ter uma Páscoa difícil.

Para ajudar à pintura final, Relvas (esse grande senhor), não podia ser esquecido, o ministro volta a aparecer ao seu melhor estilo, com mais uma gafe monumental. Durante o anúncio de um programa de desporto escolar, o ministro reinventou um Portugal com 5 regiões, esquecendo-se de Açores e Madeira.

Será que temos aí mais duas privatizações à vista?

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/03/21/relvas-divide-o-pais-em-cinco-regioes-e-esquece-se-da-madeira-e-dos-acores

2 de Março, eu não vou à manif

Auuu, já sinto pedras a baterem-me no corpo…

É verdade, são várias as razões que me levam a não participar no protesto mas, de todas, destaco 2 que considero as principais:

1 – Por muito que insistam na ideia de um protesto apartidário, este dia de luta será tudo menos isso. Partidos de esquerda, sindicatos, etc, todos tentam, e conseguem, a colagem à manif, respondendo assim à sua vontade e tentando chamar a si mais uns quantos votos em futuras eleições.

2 – Por muito que discorde de muitas das medidas deste governo, não apoio aquilo que os manifestantes tanto pedem, a demissão. Não meus senhores, eu não quero a demissão do governo. (Auuu… Deixem-me acabar de escrever e podem atirar uma pedreira). Discordo da demissão porque seria, de tudo, o pior que podia acontecer, perderíamos tudo o que alcançamos até agora, e não resolveria o maior dos problemas, o desemprego.

Custa-me ver como certas pessoas, com responsabilidades políticas, advogam esta solução como se fosse esta a única e melhor opção. Na economia a credibilidade é um dos factores da equação e, não pode nem deve, ser ignorada. Bem, este meu manifesto caminha a passos largos para o fim.

A esta hora já tenho o sobrolho aberto, dois cortes na cabeça e umas quantas nódoas negras no corpo… Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena, como diria o poeta.

Abate do cão que matou criança em Beja nas mãos do Ministério Público

Ordem de abate, se avançar, está dependente do desenvolvimento do inquérito aberto sobre o caso.

O abate do cão que mordeu um menino de 18 meses no domingo, em Beja, e que acabou por morrer no hospital na terça-feira, está dependente da ordem do Ministério Público enquanto decorrer o inquérito sobre o caso.

O animal foi recolhido na segunda-feira para o canil/gatil intermunicipal da Resialentejo (CAGIA), situado perto de Beja. Como determina a lei nestes casos, o cão, de nove anos, está isolado e em observação numa box do canil durante oito dias, após o quais seria abatido, segundo decisão da veterinária municipal.

No entanto, uma vez que o Ministério Público decidiu abrir um inquérito sobre o caso que culminou na morte da criança, o abate do cão está, para já, suspenso enquanto decorrem as investigações, apurou o PÚBLICO junto de fonte ligada ao processo.

O PÚBLICO contactou a Procuradoria-Geral da República (PGR), que se escusou a adiantar mais esclarecimentos. “O inquérito encontra-se em segredo de justiça, pelo que, neste momento, não poderá ser prestada qualquer informação”, afirmou a PGR.

Numa nota publicada nesta sexta-feira, na sua página do Facebook, o canil informa apenas que o cão “deverá continuar recolhido” nas suas instalações, “até que, no presente processo, seja tomada decisão sobre o seu destino”. E acrescenta: “Uma vez que o Zico não pode, de momento, ser adoptado, apelamos à adopção de todos os outros animais que se encontram no CAGIA à espera de serem ‘salvos’, e que merecem um tratamento e um empenho da parte de todos igual ao que tem sido dado ao Zico”.

Desde segunda-feira, dia em que a veterinária municipal de Beja, Linda Rosa, se deslocou à casa onde a criança vivia com a família e o cão para recolher o animal, gerou-se na Internet uma onda de protestos contra o abate.

Numa petição online, que nesta sexta-feira já tinha mais de 30 mil assinaturas, os subscritores pedem uma segunda oportunidade para o Zico, cão arraçado de pit bull, uma raça considerada potencialmente perigosa.

Nesta sexta-feira, começou a circular outra petição que pede exactamente o contrário: “É inadmissível dar uma segunda oportunidade a um cão que matou uma criança com 18 meses”, escreve o autor. “Não, vamos abatê-lo, como sempre fizemos a cães que têm este tipo de comportamento intolerável”, sublinha.

Fonte: Público