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James Gandolfini morre aos 51 anos

O site TMZ terá sido o primeiro a dar a notícia da morte de James Gandolfini, mas a mesma já foi confirmada por diversas fontes, incluindo a produtora para a qual trabalhava, a HBO.

O ator, de 51 anos, que ganhou reconhecimento no papel de “Tony” na série, “Os Sopranos”, da HBO, não resistiu a um ataque cardíaco, durante a sua estadia em Itália, esta Quarta-feira.

Gandolfini conta no seu curriculo com diversos prémios: três Emmys em cinco nomeações e ainda um Globo de Ouro. Era uma das estrelas da HBO, existindo já conversas para um regresso a tempo inteiro à televisão para integrar o elenco da série Criminal Justice (Justiça Criminal).

Num comunicado oficial, o director da produtora, Chris Albrecht, afirma-se “abalado com a nótícia”, na mesma nota pode ler-se ainda: “Éramos como uma família aqui. É uma perda enorme”.

O ator era casado com Deborah Lin e tinha dois filhos, Liliana, de oito meses, e Michael, de 14, fruto de um casamento anterior.

James Gandolfini. photo: Barry Wetcher

Ayrton Senna, 19 anos sem o ídolo

Passam hoje 19 anos da morte daquele que considero como o meu primeiro ídolo, Ayrton Senna.

Nascido em São Paulo, em 1960, Senna era um piloto destemido, alguns diriam talvez até um pouco louco, nunca dava uma corrida como perdida e, a correr com  chuva era um verdadeiro mestre.

Campeão mundial por 3 vezes (’88, ’90 e ’91), o piloto brasileiro arrecadou ainda 65 pole positions e subiu ao pódio por 80 vezes, 41 das quais como vencedor. Do seu curriculo, merecem ainda destaque os 614 pontos que conseguiu, num agregado de todos os campeonatos, 19 voltas mais rápidas, e ainda título de piloto com mais vitórias no famoso Circuito do Mónaco, seis no total, que ainda não foi batido.Senna-Twinspark-Racing-3

Senna estreou-se na Fórmula 1 no seu próprio país em 1984 e, a sua primeira vitória foi no saudoso Circuito do Estoril, em Portugal, logo no ano seguinte, 1985, prova decorrida debaixo de muita chuva.

A 1 de Maio de 1994, e depois de um fim de semana com dois acidentes graves em Imola (R. Barrichello que ficou ferido, e Ratzenberger que acabou por falecer), a prova acabou por se realizar apesar do ambiente pesado que se vivia. Era Domingo e lembro-me de estar a assistir à corrida, juntamente com o meu avô, a torcer pelo nosso ídolo.

Com M. Schumacher a dominar o Grande Prémio, Senna carregou no acelerador para apanhar o piloto germânico que começava a destacar-se na classificação com vitórias nas duas primeiras provas da época. Quando Senna embate no muro da curva Tamburello, lembro de ouvir o meu avô dizer: “Ui… ele não vai ficar nada bem”. Os minutos foram passando, a corrida parou (apesar de M. Schumacher continuar, sozinho, a correr), as equipas de socorro acorreram ao local mas já nada havia a fazer, quando Senna é retirado para a maca e, logo ali, se pode perceber que o piloto não estava nada bem e as hipóteses de escapar eram quase nulas.

Já no hospital, a morte de Senna é confirmada pela boca de Roberto Cabrini, que num bloco noticioso extra, da Rede Globo anuncia:  “Morreu Ayrton Senna da Silva… Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar.”

Chorei por ver o meu ídolo partir assim mas fica a certeza que, apesar de tudo, Senna morreu feliz, fazendo aquilo para que tinha nascido, pilotar um F1.

Vídeo de homenagem a Ayrton Senna

Vídeo da primeira vitória de Senna – Estoril, Portugal, 1985 (prova disputada debaixo de muita chuva)

A última volta de Senna no Grande Prémio de Imola

Morreu João Rocha, antigo presidente do Sporting

Em quase 13 anos de liderança, conseguiu no futebol três títulos nacionais, três Taças de Portugal e uma Supertaça. Foi um dos presidentes mais acarinhados no universo leonino.

João Rocha, antigo presidente do Sporting, morreu esta sexta-feira, aos 82 anos, anunciou o clube no site.

O antigo líder leonino encabeçou a direcção de Alvalade entre 1973 e 1986. Neste período, a equipa profissional de futebol conquistou três campeonatos, três Taças de Portugal e uma Supertaça.

Foi também neste período da presidência de João Rocha que a equipa obteve o melhor resultado na então Taça dos Campeões Europeus, atingindo os quartos-de-final.755835

O clube encontra-se em período eleitoral e os dois candidatos à presidência, Bruno de Carvalho e José Couceiro, já reagiram à notícia da morte. Couceiro decidiu suspender as acções de campanha previstas para esta sexta-feira e expressou, em comunicado, o “mais profundo pesar”. 

Bruno Carvalho, por seu lado, diz, em comunicado que “a família leonina ficou mais pobre”. O actual presidente leonino, Godinho Lopes, agendou uma declaração para as 12h45, na Academia de Alcochete.

O Governo também já se pronunciou em relação à morte deste dirigente, que morreu no Hospital da CUF Infante Santo. Expressando um “profundo pesar”,  o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, classificou João Rocha como “um dirigente ímpar e inovador, que fez do Sporting um clube ainda mais eclético e que uniu as famílias em torno da prática desportiva”.

João António dos Anjos Rocha nasceu a 9 de Julho de 1930 em Setúbal. Tornou-se empresário e assumiu a presidência do Sporting no meio de uma crise directiva, a 7 de Setembro de 1973.

Quando abandonou o clube, por razões de saúde, em 3 de Outubro de 1986, o Sporting contava quase 107 mil sócios. Em 1985, eram mais de 130 mil sócios.

Nos anos em que dirigiu o emblema leonino, Rocha promoveu obras emblemáticas como o fecho das bancadas do antigo estádio José Alvalade, a construção da pista de tartan e dos pavilhões. Nas modalidades, durante os seus mandatos, também conseguiu amealhar títulos e distinções que, em termos internos e individuais, culminariam com o seu reconhecimento com o Prémio Stromp, que recebeu por três vezes.

Em 2012, o clube aprovou por unanimidade a atribuição do nome de João Rocha ao futuro pavilhão do clube. Nas diferentes modalidades que ajudou a promover, o clube somou, nos seus mandatos, 1200 títulos nacionais, 52 Taças de Portugal, 8 Taças dos Campeões Europeus de Corta-Mato, uma Taça dos Campeões Europeus de Hóquei em Patins, modalidade na qual o clube também ganhou, durante a sua gerência, mais duas Taças das Taças e uma Taça CERS.

Nas modalidades, o clube assumiu-se na altura como um emblema abrangente e eclético, contando 15.000 atletas em 22 modalidades.

O funeral de João Rocha está marcado para sábado, às 15h, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

Fonte: Público

Abate do cão que matou criança em Beja nas mãos do Ministério Público

Ordem de abate, se avançar, está dependente do desenvolvimento do inquérito aberto sobre o caso.

O abate do cão que mordeu um menino de 18 meses no domingo, em Beja, e que acabou por morrer no hospital na terça-feira, está dependente da ordem do Ministério Público enquanto decorrer o inquérito sobre o caso.

O animal foi recolhido na segunda-feira para o canil/gatil intermunicipal da Resialentejo (CAGIA), situado perto de Beja. Como determina a lei nestes casos, o cão, de nove anos, está isolado e em observação numa box do canil durante oito dias, após o quais seria abatido, segundo decisão da veterinária municipal.

No entanto, uma vez que o Ministério Público decidiu abrir um inquérito sobre o caso que culminou na morte da criança, o abate do cão está, para já, suspenso enquanto decorrem as investigações, apurou o PÚBLICO junto de fonte ligada ao processo.

O PÚBLICO contactou a Procuradoria-Geral da República (PGR), que se escusou a adiantar mais esclarecimentos. “O inquérito encontra-se em segredo de justiça, pelo que, neste momento, não poderá ser prestada qualquer informação”, afirmou a PGR.

Numa nota publicada nesta sexta-feira, na sua página do Facebook, o canil informa apenas que o cão “deverá continuar recolhido” nas suas instalações, “até que, no presente processo, seja tomada decisão sobre o seu destino”. E acrescenta: “Uma vez que o Zico não pode, de momento, ser adoptado, apelamos à adopção de todos os outros animais que se encontram no CAGIA à espera de serem ‘salvos’, e que merecem um tratamento e um empenho da parte de todos igual ao que tem sido dado ao Zico”.

Desde segunda-feira, dia em que a veterinária municipal de Beja, Linda Rosa, se deslocou à casa onde a criança vivia com a família e o cão para recolher o animal, gerou-se na Internet uma onda de protestos contra o abate.

Numa petição online, que nesta sexta-feira já tinha mais de 30 mil assinaturas, os subscritores pedem uma segunda oportunidade para o Zico, cão arraçado de pit bull, uma raça considerada potencialmente perigosa.

Nesta sexta-feira, começou a circular outra petição que pede exactamente o contrário: “É inadmissível dar uma segunda oportunidade a um cão que matou uma criança com 18 meses”, escreve o autor. “Não, vamos abatê-lo, como sempre fizemos a cães que têm este tipo de comportamento intolerável”, sublinha.

Fonte: Público

Filme sobre eliminação de Bin Laden promete Óscares e polémica

Antes mesmo de estrear já é apontado como um dos grandes candidatos aos Óscares 2013, mas para além de prémios “00h30 Hora Negra”, de Kathryn Bigelow, também promete polémica.

“00h30 – Hora Negra” (“Zero Dark Thirty”) – o filme de Kathryn Bigelow sobre as operações que a CIA levou a cabo ao longo de uma década até conseguir eliminar Bin Laden – foi ontem apresentado em anteestreia em Hollywood, dias depois de ter sido distinguido por associações de críticos norte-americanos como Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Fotografia, o que o coloca com um forte candidato aos Óscares de 2013.

A realizadora Kathryn Bigelow já conseguira em 2010 seis Óscares, entre os quais os de Melhor Filme e Melhor Realizador com “Estado de Guerra”, sobre uma equipa de militares norte-americanos especialistas no desmantelamento de bombas a operarem no alucinado cenário do Iraque pós-Saddam Hussein.

Neste novo filme, Bigelow diz que procuraram, “quase numa abordagem jornalística”, relatar as longas operações que tiveram lugar até à descoberta e eliminação do líder da Al-Qaeda.

O filme não é um documentário mas desenvolve-se em torno da reconstituição dos acontecimentos, e essa ligação com os factos reais já está a gerar polémica.

Técnicas de interrogatório “coercivas”

A CNN refere que, segundo o filme, informações decisivas sobre o Bin Laden foram obtidas de membros da sua organização através de técnicas de interrogatório “coercivas”, que incluíram submersão em água, abusos físicos e privação do sono, algo que a CIA anteriormente publicamente desmentiu.

A eliminação do homem que orquestrou o 11 de setembro surgiu para os norte-americanos como uma grande vitória contra o terrorismo, alcançada durante a presidência de Barack Obama, e os meios utilizados nessas operações estão envoltos em controvérsia.

Por outro lado, o “Washington Post ” refere que no filme uma analista da CIA, personagem que dá pelo nome de Maya (interpretada por Jessica Chastain), surge como uma autêntica heroína da longa operação, mas que não é claro que o papel da correspondente agente tenha sido assim tão determinante.

O jornal refere que após ter recebido um prestigiado prémio pelos seus serviços, a agente não conseguiu no entanto a promoção que era tida como garantida para alguém que recebera tal distinção.

Estreia a 17 de janeiro

Segundo o “Washington Post”, a agente envolveu-se em polémicas com colegas da CIA sobre quem tinha tido um papel decisivo nas operações e terá enviado emails a dezenas deles, dizendo-lhes que não mereciam estar incluídos nos elogios sobre a missão.

A mulher com cerca de 30 anos (cuja identidade não é revelada e que não pode falar aos jornalistas) terá sido abrangida num inquérito interno da CIA por contactos com os autores do filme e de outros projectos em torno da operação contra Bin Laden.

“00h30 Hora Negra” vai chegar aos cinemas portugueses a 17 de janeiro, seis dias depois da estreia nos Estados Unidos.

Fonte: Expresso