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Feira do Livro no Porto suspensa por falta de dinheiro

Associação Portuguesa de Editores e Livreiros não tem 75 mil euros para realizar o evento e a autarquia portuense diz não poder ajudar.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) suspendeu a realização da Feira do Livro do Porto por “falta de condições financeiras”, anunciou a Câmara. A autarquia portuense acrescenta, por seu lado, não poder apoiar financeiramente a iniciativa.x435

Em comunicado citado pela agência Lusa, o município diz que não tem disponibilidade para investir os 75 mil euros pedidos pela organização. 

Nos quatro anos anteriores essa tinha sido a contribuição da autarquia para a viabilização da Feira do Livro na Avenida dos Aliados. 

A APEL justifica a suspensão da feira com uma grande queda nas receitas da associação, devido a quebras na venda de livros. 

A Câmara do Porto diz que se ofereceu para ceder gratuitamente a plataforma central da Avenida dos Aliados e para isentar a APEL do pagamento de taxas, mas que isso foi considerado insuficiente.

Fonte: RR

ERC alerta que há risco de jornais em papel desaparecerem em Portugal

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, alertou esta quinta-feira para o risco de Portugal deixar de ter jornais tradicionais, ou seja, em papel, dentro de alguns meses.

“A imprensa portuguesa corre sérios riscos, estamos num momento de grande revolução tecnológica e de grandes emigrações”, disse Carlos Magno, à margem da conferência Motores de busca – O seu a seu dono, organizada pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social, um evento que decorre esta quinta-feira em Lisboa.

“Corremos o risco de não ter jornais impressos, em papel, dentro de alguns meses em Portugal”, alertou o regulador.

“Há problemas sérios no setor gráfico em Portugal”, apontou Carlos Magno, acrescentando que estas questões também estão ligadas à utilização de conteúdos jornalísticos na Internet sem remuneração, o que coloca em causa o futuro da indústria do jornalismo, “que é preciso salvaguardar”.

Questionado sobre o que o regulador poderá fazer sobre o assunto, o presidente da ERC disse: “Não temos posição definida, pessoalmente já sei o que fazer, vou tentar provocar um debate com os meus colegas” sobre o assunto.

Este debate, adiantou, terá duas perspetivas: o futuro da indústria das notícias e, por outro, a proteção da língua portuguesa.

Para Carlos Magno, é preciso pensar na língua portuguesa como “um mercado alargado, que não se limita às fronteiras físicas” do país.

“Podemos salvar o jornalismo em português e dar mais qualidade”, acrescentou.

“É preciso saber quem está a estimular uma pequena guerra dentro da língua portuguesa, se além das moedas temos também uma guerra instigada por línguas estrangeiras”.

O espaço da língua é “um espaço que está altamente disputado, a zona de influência das línguas não são questões menores no atual contexto global”, apontou.

O presidente do regulador disse que se encontrou com o responsável da Google para a Península Ibérica, onde foi abordado o facto do motor de busca usar os conteúdos jornalísticos sem pagar aos seus autores ou editores.

“O jornalismo tem de ser protegido porque custa dinheiro a produzir”, sublinhou Magno, que destacou que esta “é uma atividade extrativa e transformadora, porque transforma factos em notícias e noticias em atualidade”.

Fonte: JN