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Bolívia lança cerveja de coca e conquista turistas

A bebida surge numa altura em que o Governo de Evo Morales tenta promover usos legais para a folha de coca.

A Bolívia tem agora uma nova atracção para oferecer aos turistas: Ch’ama, uma cerveja artesanal feita com folhas de coca. Na língua indígena aymara o nome quer dizer força, e os produtores garantem que a bebida é energética. 

Ch’ama é totalmente natural, fabricada na Bolívia, e distribuída em pequena escala nos principais pontos turísticos do país. Surge como uma alternativa ao tradicional chá de folha de coca e é usada para combater os efeitos negativos da altitude. 

É vendida em garrafas de vidro e o preço unitário varia entre os 2,10 euros e 2,70 euros. Para além de folhas de coca maceradas, a Ch’ama leva ainda malte, levedura e lúpulo. O resultado é uma cerveja de alta fermentação, com 5% de álcool, e um sabor moderado a folha de coca. 

Na Bolivia acredita-se que esta planta ajuda a acabar com o mal-estar provocado pela baixa pressão do oxigénio que se sente nas altas montanhas, o que a torna especialmente procurada por turistas. 

Nova vida para a folha de coca

A bebida é produzida pela Vico’s, uma empresa local, que pretende brevemente exportar para o Chile e Peru. Aliás, o Peru já adoptou a ideia e lançou a sua própria cerveja de coca. Chama-se Apu, e significa “Deus da Montanha” em quechua. 

A bebida surge numa altura em que o Governo de Evo Morales tenta promover usos legais para a folha de coca. Sendo o terceiro maior produtor mundial de folha de coca, a Bolívia quer aumentar a sua produção e exportação. Em 2011, já tinha apoiado o lançamento do Coca Brynco, um refrigerante pensado para concorrer com a Coca-cola.

Neste ano não haverá comboio a vapor na linha do Douro

Redução de custos leva a CP a substituir a locomotiva a vapor por uma máquina a diesel no comboio turístico entre Régua e Tua.

No próximo Verão a locomotiva a vapor que costuma rebocar o comboio turístico entre a Régua e o Tua não vai circular no vale do Douro.

Em seu lugar, a CP vai utilizar uma locomotiva a diesel, pintada com as cores originais dos anos sessenta, mantendo o mesmo percurso, mas baixando os preços da viagem de 45 para 35 euros.

Foto: FERNANDO VELUDO/NFACTOS
Foto: FERNANDO VELUDO/NFACTOS

A empresa promete, no entanto, que o comboio a vapor regressará em 2014, depois de reconverter a locomotiva 0186, que deixará de trabalhar a carvão, passando o aquecimento da caldeira a ser feito com a queima de diesel. O resultado será o mesmo: a tracção será a vapor e deitará fumo como os comboios de antigamente, se bem que os nostálgicos dessa era lamentem que já não se sinta o cheiro do carvão.

Para a CP, porém, isso representa um diminuição significativa dos custos de produção. O comboio a vapor no Douro foi lançado em 1998 e está longe de ter proporcionado lucros à empresa. Só nos últimos cinco anos acumulou 370 mil euros de prejuízos, o que levou a CP a ponderar acabar com o serviço.

No entanto, segundo fonte oficial da empresa, esta considerou “que a importância do produto justifica a sua continuidade, pelo relevo que assume ao nível do turismo da região, da imagem da CP, em particular, e da ferrovia em geral”.  Daí a opção pelo meio termo, que será a manutenção do comboio turístico com uma locomotiva a diesel, que é mais barata do que a vapor, regressando a velha 0186 aos carris do Douro no próximo ano.

A CP diz que em 2012 o comboio turístico foi muito afectado pelas greves dos maquinistas às horas extraordinárias, o que levou a que a empresa, em alguns dias, tivesse de substituir a tracção a vapor por diesel. Essa condicionante, que apanhou muitos clientes desprevenidos, mais os dias em que não houve comboio por motivo de greve, e ainda a retracção económica, levou a que no Verão passado o número de passageiros ficasse aquém dos 2000, contrariando a média dos últimos anos.

A eventual interrupção deste serviço já tinha sido colocada há dois anos, devido aos seus constantes prejuízos, tendo a CP assumido então que estava em causa a continuidade do comboio histórico.

Fonte: Público

Porto em destaque no site do “El Mundo”

É o Porto de ontem, hoje e sempre. Ao todo, 25 imagens da capital do Norte estão em destaque, esta quinta-feira, no portal de viagens “Ocholeguas.com” da edição online do jornal espanhol El Mundo.

“Não passa o tempo pelo Porto das fantásticas perspetivas barrocas, as pontes sobre o Douro, as vistas desde a Torre do Clérigos, os vinhos e os rabelos, as tarde chuvosas, os cafés no Majestic. O Porto é eterno”. É assim que o portal de viagens “Ocholeguas.com”, do El Mundo, abre uma galeria de 25 fotografias sobre a cidade do Porto.

Para além dos monumentos que captam a atenção dos turistas, a galeria detém-se, também, pelo dia-a-dia do “tripeiro”, com as roupas de famílias numerosas a secar nos varandins da zona antiga, as vendedoras do degradado Bolhão e o cinzento nostálgico que cobre a cidade em dias de frio e chuva e lhe conferem um romantismo garrettiano.

Fonte: JN

Filme de promoção de Portugal premiado em festivais internacionais

O filme “A Beleza da Simplicidade”, que promove as paisagens, monumentos e cultura portugueses, voltou a ser distinguido em festivais internacionais, agora na Sérvia e em Cannes, anunciou, este domingo, o Turismo de Portugal. Veja o vídeo.

O trabalho promocional foi premiado com grau ouro no Festival Internacional de Filmes de Turismo e Ecologia da Sérvia – “SILAFEST 2012”, na categoria Melhor Filme de Turismo.

O filme foi também um dos distinguidos no Festival Cannes Corporate Media & TV Awards 2012, um dos mais representativos eventos de filmes corporativos em todo o mundo, acrescenta a informação.

A cor do troféu (branco, ouro, prata ou preto) será divulgada a 18 de outubro, em Cannes, de um total de 666 participantes a concurso, de 35 países de todo o mundo.

A produção do Turismo de Portugal já tinha sido premiada com uma medalha de ouro no “Tourfilm Riga” 2012, categoria Filme Comercial, na Letónia, e com medalha de prata no “World Best Films Awards”, categoria Curta-Metragem, em Nova Iorque.

“O filme mostra um país que se distingue pela diversidade paisagística e monumental, pela cultura, pela modernidade e pelas inúmeras experiências que proporciona”, explica o Turismo de Portugal.

A música é da responsabilidade de Nuno Maló, músico português radicado em Los Angeles, com uma carreira internacional na área publicitária e na indústria cinematográfica de Hollywood, acrescenta.

Fonte: JN

Ambientalistas vestem luto nos 10 anos do Douro Património Mundial

“Tragam faixas e bandeiras negras! Vamos mostrar que não aceitamos a vergonha que é a barragem do Tua! Vamos fazer parar este crime!” É o desafio lançado pelas delegações da Quercus dos distritos de Vila Real e Viseu a todos quantos quiserem manifestar-se, quarta-feira, à porta do Museu do Douro, na Régua. É lá que se iniciarão, às 9.30 horas, as comemorações dos 10 anos de Património Mundial do Alto Douro Vinhateiro.

Os defensores do vale do rio Tua sem barragem querem, deste modo, “mostrar a preocupação e indignação com as más decisões acerca do futuro dos vales do Douro e do Tua”. O principal destinatário do protesto é o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, que presidirá ao encerramento da sessão matinal das comemorações. No desafio lançado no Facebook, a Quercus conta já com mais de uma centena de aderentes.

Recorde-se que, na passada quarta-feira, veio a público um relatório da ICOMOS, uma associação de profissionais da conservação do património e órgão consultivo do comité da UNESCO, em que alertava para a possibilidade de o Alto Douro Vinhateiro perder o estatuto de Património Mundial, por causa da construção da barragem do Tua. Por causa desse aviso, o Partido Ecologista “Os Verdes” vai entregar a todos os participantes nas comemorações da Régua, quarta-feira, uma carta aberta com o lema “Parar a Barragem, Salvar a Classificação”.

Entretanto, a Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (Avidouro) aproveita a efeméride para reclamar que as comemorações estão a “esquecer os principais e insubstituíveis construtores do Alto Douro Vinhateiro – os pequenos e médios vitivinicultores durienses.

Na admira, portanto, que a Avidouro exija que a reflexão sobre os desafio do Douro para a próxima década inclua o “objectivo central de melhorar as condições de vida e de trabalho das populações e dos vitivinicultores”. É que, frisa, “doa lá a quem doer, sem os muitos milhares de pequenos e médios lavradores a granjear as suas vinhas e a comercializar, a melhores preços, os seus vinhos, não há Alto Douro Vinhateiro, não há Região Demarcada do Douro, não há paisagem, não há turismo”.

O programa evocativo “Douro Património Mundial. 10 anos passados, 10 anos futuros”, começa então às 9.30 da manhã de quarta-feira, no Museu do Douro, e é promovido pela Estrutura de Missão do Douro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e a Comunidade Intermunicipal do Douro.

Durante a manhã, vai ser apresentado um balanço dos 10 anos da classificação da UNESCO. Na sessão de abertura intervem Ricardo Magalhães, chefe da Estrutura de Missão do Douro, Armando Moreira, presidente da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e Artur Cascarejo, presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro. A seguir, o coordenador da candidatura do Alto Douro Vinhateiro a Património Mundial, Fernando Bianchi de Aguiar, faz um retrato patrimonial da região durante os últimos 10 anos, cabendo o encerramento ao secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

À tarde terá lugar a conferência inaugural do ciclo “Que Douro na Próxima Década?”, subordinada ao tema “Economia e Desenvolvimento” e contará com a presença de Arlindo Cunha, que coordenou o arranque da elaboração do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, de Miguel Cadilhe, presidente da Fundação Rei Afonso Henriques aquando da classificação da UNESCO, e de Paulo Gomes, vice-presidente da CCDR-Norte.

Fonte: JN