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Ben Affleck: “Nunca pensei estar ao lado destes nomes”

O prémio de melhor filme dramático foi para Argo, cujo realizador também saiu vencedor. Lincoln, de Spielberg, é um dos derrotados da noite, com apenas um dos sete prémios para que estava nomeado. Os Miseráveis vence em musical/comédia. Na TV, ganharam Segurança Nacional e Girls.

A 70.ª edição dos Globos de Ouro, atribuídos em Los Angeles, no domingo à noite (madrugada de segunda-feira em Portugal), ficou marcada pela vitória de Argo na categoria de melhor filme. O actor Ben Affleck, que interpreta uma dos personagens e realizou o filme, bateu uma concorrência feroz e levou o prémio de melhor realizador.

O triunfo de Affleck entre realizadores é ainda mais significativo se se tiver em conta que não está nomeado nessa categoria para os Óscares, que serão atribuídos a 24 de Fevereiro. Talvez por isso, escreve o New York Times, quando o realizador foi chamado ao palco para receber o prémio, ouviu-se na sala uma das maiores ovações da noite.

“Não me interessa que prémio é. Quando põe o teu nome ao lado dos nomes que se acabaram de ler é uma coisa extraordinária”, disse Affleck, fazendo referência aos realizadores que estavam nomeados consigo (Steven Spielberg, Ang Lee, Kathryn Bigelow e Quentin Tarantino). “Nunca pensei estar ao lado deles”, acrescentou Affleck, que agradeceu ainda às pessoas talentosas que não foram nomeadas como o realizador de O Mentor, Paul Thomas Anderson, “que é como Orson Welles”.

Não esquecendo a mulher, a actriz Jennifer Garner, e os filhos, o actor e realizador dedicou o prémio a Tony Mendez, o agente da CIA que Affleck representa em Argo.

Os Globos de Ouro são encarados como uma espécie de barómetro dos prémios da Academia, mas o júri dos Globos, composto por cerca de 100 jornalistas internacionais que trabalham em Hollywood, não elegeu nenhum dos que concorrem aos Óscares, nem os “consagrados” Ang Lee e Steven Spielberg.

Com Tina Fey e Amy Poehler no papel de anfitriãs, a noite fica de resto marcada pela pobre prestação do filme dirigido por Spielberg, Lincoln. Apontado como favorito em sete categorias, leva para casa uma estatueta, a relativa à de melhor actor em filme dramático, atribuída a Daniel Day-Lewis, que destacou a amizade e o companheirismo de Spielberg, “um mestre humilde”. “Deu-me uma experiência que vou guardar para toda a vida”, disse o actor.

Argo, filme sobre a crise dos reféns norte-americanos no Irão, tinha um total de cinco nomeações e triunfou como melhor filme dramático e melhor realizador.

A melhor actriz num filme dramático é Jessica Chastain, pelo desempenho em 00h30: A Hora Negra, realizado por Kathryn Bigelow, que também perdeu para Ben Affleck na categoria de melhor realizador.

Na categoria de melhor filme musical ou de comédia ganhou Os Miseráveis. Hugh Jackman e Anne Hathaway, que desempenham ambos um papel neste filme, ganharam os prémios de interpretação. O filme arrecadou assim três prémios, o que o tranformou num dos vencedores da noite.

Django Libertado, de Quentin Tarantino, recolheu dois títulos, o de melhor argumento e melhor actor secundário, atribuído a Christopher Waltz. “Isto é uma grande surpresa, e estou muito contente por ter sido surpreendido”, disse Tarantino ao receber o Globo de Ouro de argumento.

A cantora Adele levou para casa o prémio para a melhor canção orginal, porSkyfall, tema do filme da saga James Bond. E Amor, de Michael Haneke, foi considerado o melhor filme estrangeiro

Extra-concurso, a noite ficou ainda marcada pela presença do antigo Presidente americano, Bill Clinton, que subiu ao palco para apresentar Lincoln. “Uau, que noite excitante… Aquele era o marido da Hillary Clinton”, gracejou uma das anfitriãs da noite.

Clinton elogiou o filme de Spielberg, destacando que a luta do presidente Lincoln para abolir a escravidão deve servir como exemplo para as lutas nos dias de hoje. “Este filme brilhante mostra-nos como ele fez isso e dá-nos esperança de que podemos fazer tudo isso de novo.”

Outra mulher em destaque foi a actriz Jodie Foster. Não só porque recebeu o prémio pelo seu contributo para o cinema como também pelo facto de ter confirmado publicamente a sua homossexualidade. Ao receber o prémio Cecil B. Demille, Foster aproveitou o discurso para dizer que era “gay”, uma verdade há muito conhecida entre familiares e amigos da actriz e que ela apenas tinha referido indirectamente.

Noite de Girls
Os Globos de Ouro também premeiam os melhores trabalhos televisivos e nesta área o destaque vai para a série Segurança Nacional que, tal como em 2012, ganhou o prémio principal – batendo nesta 70.ª edição dos  Globos de Ouro o sucesso de época Downton Abbey, a nova série de Aaron Sorkin The Newsroom, a duradoura e arrojada Breaking Bad e a viagem à Atlantic City da Lei Seca Boardwalk Empire.

Os dois protagonistas de Segurança Nacional, Damian Lewis e Claire Danes, levaram os prémios de interpretação. Na categoria de actores secundários (que junta nomeados por séries de comédia e drama, mini-séries ou telefilmes) os Globos foram para Maggie Smith (Downton Abbey) e para Ed Harris (Game Change).

Julia Louis Dreyfus, com toda a sua experiência de Seinfeld e afins séries de comédia, já o tinha dito à entrada da cerimónia: não contava ganhar o prémio para que estava nomeada, na categoria de melhor actriz de comédia, porque ele pertenceria a Amy Poehler (co-apresentadora da cerimónia e protagonista de Parks and Recreation) ou a Lena Dunham. E foi mesmo a jovem actriz, realizadora, produtora e argumentista da série Girls, da HBO, que venceu o Globo.

A série fenómeno, tanto pelo multitasking de Dunham quanto pelo peso que carrega na representação de uma certa juventude feminina americana do início do século XXI, com sexo e crueza à mistura, foi ainda considerada a melhor série de comédia televisiva pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Bateu a concorrência das favoritas e muito vistas Uma Família Muito Moderna e A Teoria do Big Bang, da mais recente e musical Smash e do veículo de regresso do actor de Friends Matt LeBlanc, Episodes.

Três projectos portugueses vencem ‘Edifício do Ano 2011’ da ArchDaily

A Capela da Vida em Braga, a MIMA House em Viana do Castelo e a sede da Associação Fraunhofer no Porto foram as construções portuguesas hoje eleitas “Edifício do Ano 2011” pelo website de arquitetura ArchDaily.

Uma dezena de edifícios assinados por arquitetos portugueses e localizados um pouco por todo o país estiveram entre os 70 finalistas do prémio, que contempla 14 categorias.

Capela da Vida - Braga
Capela da Vida - Braga

Entre os finalistas estavam 10 projetos portugueses mas apenas três foram os escolhidos através da votação online, que contou com mais de 65 mil participações.

Na categoria ‘Casas’, o vencedor foi o ateliê MIMA Architects com a MIMA House, uma casa com 36 metros quadrados, inspirada na tradição japonesa, com grelhas que permitem a instalação de paredes quando necessário.

Na área da ‘Religião’, o ateliê Cerejeira Fontes Arquitetos venceu o prémio com a Capela Árvore da Vida, construída, com 20 toneladas de madeira, dentro do Seminário Conciliar de Braga

A decoração da sede da Associação Fraunhofer no Porto, pelo ateliê Pedro Silva Architects, foi a vencedora do prémio da categoria ‘Interiores’.

Para trás ficaram os finalistas A Casa das Histórias da Paula Rego (Cascais), o Museu do Design e da Moda (Lisboa), o Museu da Vila Velha (Vila Real), uma casa particular em Leiria, a Piscina Municipal de Povoação (São Miguel), o Centro Cultural de Sines e a ponte pedonal da Covilhã.

Em 2010, três edifícios portugueses – em sete finalistas – foram eleitos “Edifício do Ano” pela ArchDaily: o edifício da Vodafone no Porto, o bar temporário que representou a Faculdade de Arquitetura portuense na Queima das Fitas e a Closet House, de Matosinhos.

No ArchDaily, os arquitetos têm a possibilidade de partilhar os seus projetos com especialistas de todo o mundo.

Fonte: I

Homens da Luta vencem Festival da Canção

Os Homens da Luta tornaram-se, esta noite, os vencedores da 46ª edição do Festival RTP da Canção, que se realizou no Teatro Camões, em Lisboa.

Com letra de Jel e música de Vasco Duarte, “A luta é alegria” contou com a massiva votação do público (valia 50% do total), para chegar à vitória, visto que, a votação das 20 equipas de jurados (18 distritos, Açores e Madeira), atribuiu o primeiro lugar à canção ‘São os barcos de Lisboa’, com letra e música de Carlos Massa e interpretada por Nuno Norte.

Os Homens da Luta vão, assim, representar Portugal no Festival da Eurovisão 2011, que este ano se realiza na cidade de Dusseldorf, na Alemanha, em maio.

Aqui fica a música “A luta é alegria”  dos Homens da Luta