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Teatros transmontanos parece que têm mel

Custam ambos mais ou menos o mesmo ao erário público, mas distinguem-se na intensidade, e filosofia, de programação. Em comum têm o apreço do público: são muito populares os teatros transmontanos.

Helena Genésio, diretora do Teatro Municipal de Bragança, expõe, com pundonor, um princípio definidor da sua programação: “Somos o único teatro municipal do país que não acolheu o ‘stand-up comedy’ do ‘Levanta-te e ri’. Programar esses espetáculos, popularuchos, comerciais, seria uma cedência, aquilo não é serviço público”. E a diretora, que diz ter recebido aí muitas pressões para mudar de posição, resistiu e agora cita o ensaísta George Steiner para se fundamentar: “Quero elitismo para todos. Todos têm que ter acesso ao melhor de tudo”.vista-aerea_pr

No distrito ao lado, Vila Real, a filosofia é distinta: o ‘stand-up’, que é pago com patrocínio, custa zero ao Teatro e ao espectador, tem lugar cativo às terças no café- -concerto e esgota sempre os 200 lugares semanais.

Apesar das diferenças – Vila Real é um turbilhão de programação, tem mais variedade teatral, muita mais musical, tem três salas, a sua média, em nove anos, é de um espetáculo por dia; Bragança, que escolheu ter um só auditório, só aguenta dois espetáculos por semana -, as duas salas municipais têm em comum as excelentes taxas de ocupação: 90% na primeira, 98% na segunda (números fornecidos). Vítor Nogueira, diretor do Teatro de Vila Real, aclara: “São números confortáveis para nós, que garantem 40% de receita própria no orçamento de 900 mil euros/ano. É uma preciosa ajuda e precisamos dela”. Na comparação direta, Bragança vai perder: o orçamento operativo (programação e manutenção do teatro) é de meio milhão de euros, verba que vem todos os anos do cofre municipal. Helena Genésio comenta: “O retorno é imaterial, é educação. Um povo inculto é, como sabemos, um povo fraco. Depois, a cultura não tem de ser subsidiada, mas tem que ter investimento”.

Filosofias diferentes

A Direção do Teatro de Bragança responde diretamente à vereação da Cultura, não estando prevista, aqui, mutação regimental. Inalterada deverá manter-se a situação de sala única do Teatro, que fechou ao público o seu 7.oº piso, onde poderia funcionar um café-concerto, mas o espaço está cativado pela presidência da Câmara e só abre, poucas vezes ao ano, para cerimónias protocolares.

No Teatro de Vila Real, que abre 365 dias por ano, é diferente: funcionava numa empresa municipal e vai refundar a forma de gestão. Há duas hipóteses: ser agregado por uma nova empresa que junte as empresas municipais em liquidação; ou entrar numa nova associação supramunicipal que junte Vila Real aos teatros da Régua e de Lamego. Vítor Nogueira não explicita preferência, sublinha só um imperativo funcional: “O Teatro tem de garantir autonomia administrativa e financeira”.

Fonte: JN

Sparky

Confesso que as primeiras partilhas que vi desta notícia (“acorrentado e arrastado por um carro em Vila Real”), despertou-me alguma desconfiança quanto à sua veracidade. Todos os dias vemos vídeos serem partilhados, dos quais a autoria é, no mínimo, duvidosa.

Depois apercebi-me do sucedido e não podia deixar de expressar a minha repugnância  por tal acto. Mas quem é o (ou, os), anormal que acha piada a prender um animal, com uma corda, a um carro e andar a arrastá-lo pelas ruas? Sei bem qual seria o castigo para gente desta, a diferença para aquilo que fizeram, é que eu o prendia por uma determinada parte anatómica masculina.

O Sparky, nome com que este cão foi baptizado, já tem uma página no Facebook onde podemos ir acompanhando a sua evolução, que, segundo informações lá presentes, será lenta mas existem boas perspectivas. Para já, a equipa do Hospital Veterinário da UTAD está com muita atenção ao animal, mantendo-o vigiado constantemente.

Este caso despertou a atenção das pessoas para os maus tratos animais que ainda acontecem no nosso país (para que se registe, excluo deste ponto as touradas, isso é outro assunto que noutra altura poderei abordar), sem que o castigo aos autores seja exemplar. Por isso, circula uma petição contra a Nova Lei de Protecção dos Animais em Portugal, que pode assinar AQUI.

Para o Sparky: Força e boa recuperação.

NOTA: A fotografia e o texto seguintes foram retirados da página do Facebook do Sparky.

Obrigada… MUITO Obrigada a TODOS…. Vim agora do Hospital Veterinário, e o Sparky aparentemente não tem nada partido, mas teve de fazer vários RX, análises ao sangue, Ecografia abdominal, anestesia, tratamento de feridas, inserção de cateter venoso, soro e antibiotico, e ainda, Morfina. O Médico Veterinário está chocado com o esta

do lastimável em que se encontra, com feridas profundas por todo o corpo. Vai ter de ficar internado, ainda sem data para sair… Amanhã irá ao Bloco, para fazer limpeza cirurgica das feridas. ESTAMOS EM CHOQUE com o estado deste pequeno corajoso…Ainda não sabemos se está livre de perigo, mas estou a fazer tudo o que posso para que ele se safe…

Todos pelo caminho-de-ferro em Trás-os-Montes e Alto Douro

“Ligar as Regiões do Norte de Portugal e de Espanha, três universidades e quatro territórios classificados com Património Mundial”. Esta é a aposta estratégica da Comunidade Intermunicipal do Douro, CIM. O seu presidente, Artur Cascarejo, defende o caminho-de-ferro como o meio mais adequado à mobilidade endógena na região de Trás-os-Montes e Alto Douro. À sua voz, juntam-se outras, nomeadamente a Estrutura de Missão do Douro, que continua a elencar prioritariamente a reactivação da linha entre o Pocinho e Barca de Alva, e a via-férrea do Corgo.

Apesar de os tempos não correrem de feição para os investimentos públicos, nomeadamente para as vias-férreas do interior, o certo é que os agentes locais e regionais continuam a sua cruzada pela defesa, modernidade e dinamização da oferta ferroviária, como transporte público e também turístico. Numa perspectiva mais abrangente, todos parecem reconhecer que a ligação a Espanha pelo Douro é fundamental do ponto de vista estratégico. Estas ideias foram defendidas e promovidas na última reunião do Conselho Consultivo da Estrutura de Missão para a Região Demarcada do Douro, EMD, realizada, na semana passada, no Museu do Douro (caixa com as conclusões na página…). A opinião idêntica tem o presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, CIMDOURO, Artur Cascarejo.

Em paralelo, duas iniciativas recentes marcam a actualidade sobre este assunto. A primeira foi a apresentação de um conjunto de perguntas ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, na sexta-feira, na Assembleia da República, pelo deputado do PSD, Pedro Pimentel, que questionou o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, sobre a Linha do Corgo. Outra situação tem a ver com a realização de “um Cordão Humano à volta da Estação de Vila Real”, no dia 2 de Abril, a partir das 15h00, uma iniciativa promovida pelo Movimento Cívico da Linha do Corgo.

Ricardo Magalhães, chefe da Estrutura de Missão do Douro, focou, ao Nosso Jornal, a importância de algumas obras estruturantes para a região em termos de acessibilidades. “As vias-férreas são uma prioridade também assumida pelo Conselho Consultivo da EMD. Mas, há a necessidade de desencravar outros projectos estruturantes para a região e que estão encalhados, nomeadamente a requalificação da EN 222 e a requalificação da marginal do Douro (Régua – Bateiras). Quanto as linhas férreas, a do Corgo e a linha entre o Pocinho e Barca de Alva são projectos estruturantes para a região”.

Este responsável não se mostrou “pessimista” quanto ao avançar dos projectos, batendo na tecla da reprogramação dos investimentos. “Estamos de acordo que o projecto da linha Pocinho – Barca de Alva tem que ser revisto e actualizado, face à realidade em que vivemos. No entanto, não pode ser esquecido ou abandonado, ou seja, embora tenha de ser reprogramado, nós não confundimos o verbo reprogramar com o arquivar ou enterrar. O mesmo se adequa à linha do Corgo, que é outra das vias que merece a nossa atenção e que não deve ser esquecida”.

O presidente da CIMDOURO, Artur Cascarejo, também defende a via-férrea como transporte público. “Deve ser um acesso ferroviário de extraordinária qualidade, numa aposta que interessa à região Norte de Portugal e à região espanhola. Apesar de vivermos tempos de crise, era um investimento importante, ao nível estratégico, e fundamental para este território”. Artur Cascarejo acredita mesmo que o projecto tem viabilidade e sustentabilidade. “Era o tipo de investimento que iria servir para combater alguns problemas de acessibilidades endógenas. Ou seja, a mobilidade das pessoas dentro da própria região, com recurso a um caminho-de-ferro atractivo e apelativo à utilização das pessoas, numa componente de uma oferta de qualidade de transporte”.

Artur Cascarejo reconheceu assimetrias de mobilidade dentro do próprio território. “O problema não está no acesso externo à região, pois hoje já estamos bem servidos. A questão é a mobilidade ao longo da via-férrea junto ao rio Douro. É uma faixa de território onde a mobilidade ainda é difícil e escassa, por isso precisa de ser qualificada. Penso mesmo que, a única forma de o fazer, respeitando o ambiente e o Douro Património Mundial, é através da via-férrea, que terá de ser moderna, cómoda e com horários adequados. Era importante ligar quatro territórios de Património Mundial, do Porto a Salamanca, e ligar as três universidades (Porto, UTAD e Salamanca), numa aposta estratégica fundamental desta região. Para tudo ser mais fácil, era necessário ter uma verdadeira região com autonomia política, administrativa e financeira”, concluiu.

Sobre a linha do Corgo, o deputado Pedro Pimentel questionou o secretário de Estado dos Transportes sobre diversos aspectos da obra. Eis as perguntas formuladas: “Gostaria de saber se as empreitadas de colocação de nova geometria de via, geotecnia, drenagens e construção civil já foram concluídas? Pretendia saber se os autarcas dos municípios de Vila Real, Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião já têm conhecimento dos mesmos?; Gostaria de saber se a obra vai mesmo avançar?”, são questões que o secretário de Estado terá de responder, sendo certo que prometeu, no Governo Civil de Vila Real, que o dia 31 de Maio de 2009 seria a data de conclusão da obra.

Estrutura de Missão do Douro: Quatro anos de actividade e novos desafios até 2013

No Conselho Consultivo da EMD, outras matérias foram abordadas como adiantou Ricardo Magalhães, que aproveitou para citar algumas prioridades. Esta reunião surgiu para fazermos uma avaliação do que foi feito e do que é prioritário até 2013. A Estrutura de Missão tem de prestar contas e depois iremos perspectivar o segundo ciclo que nos levará até 2013. O trabalho apresentado foi bem recebido e ajusta-se aos objectivos estratégicos que há três anos foram consagrados.

Para os próximos anos, a primeira prioridade é concretizar, executar e concluir todos os projectos que estão aprovados e em execução. Neste sentido, vamos fazer um acompanhamento próximo de cada um dos projectos.

A EMD está envolvida na Gestão do Plano Turístico do PRODER, ou seja, um investimento total de 100 milhões de euros e cerca de 100 acções. Deste conjunto, há já uma percentagem de cerca 30 por cento em execução, outros em pré-execução. “Depois, iremos incidir a nossa atenção sobre as vias-férreas, nomeadamente as ligações durienses. Uma outra prioridade é afirmar o Douro como destino turístico. Isto significa dar continuidade à animação e promoção, até porque o Douro ainda tem de ganhar muita notoriedade. Temos que aumentar a procura e qualificar a oferta. Outro ponto que dever ser incentivado passa por dar sustentabilidade à paisagem. Isto prende-se com outro projecto que estamos a acompanhar com a Direcção Regional de Agricultura e que diz respeito à manutenção de muros e socalcos no Douro. Por fim, temos que dar atenção à área do vinho, uma área onde a Estrutura de Missão do Douro pouco ou nada tinha feito. Entendi que primeiro deveríamos começar por intervir na vinha, ou seja, a montante do vinho. Vamos trabalhar propostas e repensar o modelo cooperativo, já que o actual está esgotado e é necessário fazer alguma coisa. É um compromisso assumido e vamos trabalhar com a Direcção Regional de Agricultura, peritos, especialistas, UTAD e associações de produtores e vitivinicultores”, sublinhou Ricardo Magalhães.

Numa análise geral, alguns autarcas reconheceram o bom trabalho desenvolvido pela EMD. Artur Cascarejo, presidente da Câmara de Alijó, considerou que “a Estrutura Municipal do Douro é a tal instituição que visa fazer um trabalho válido, de dimensão regional, com grande esforço, apesar dos parcos recursos”.

No mesmo sentido foi o presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques. “Quando a EMD foi criada, colocamos a fasquia bem alta. Mas, também percebemos as dificuldades que existem para responder a estas mesmas expectativas. O papel e atitude da EMD foi importante para a região, por isso o balanço é extremamente positivo”.

Fonte: A voz de Trás-os-Montes

UTAD é única universidade do país a dispor de unidade de diagnóstico e tratamento de dislexia

Ana Paula Vale, premiada «Seeds of Science», é responsável por criação do espaço

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, é a única instituição com uma unidade de dislexia, que faz o diagnóstico e tratamento desta perturbação que afecta uma em cada 25 crianças. Criada em 2005 por teimosia da professora e investigadora da UTAD Ana Paula Vale, esta unidade recebe miúdos provenientes de todo o país.

Ana Paula Vale foi recentemente distinguida com o Prémio «Seeds of Science», na categoria da Ciências Sociais e Humanas, atribuído pelo Jornal «Ciência Hoje»  pelo primeiro estudo sobre a prevalência desta síndrome em crianças portuguesas e as perturbações que gera no seu desenvolvimento.

Ana Paula Vale
Ana Paula Vale

A entrega dos «Seeds of Science 2011», que visam distinguir os cientistas que mais se destacam junto da comunidade científica nas suas áreas de intervenção, decorre a 21 de Maio de 2011, durante a IV Gala da Ciência, no Casino da Figueira da Foz.

Com 53 anos de idade e 24 na UTAD, a docente queria compreender melhor e dar resposta aos vários pedidos de avaliação de crianças que recebia. A unidade de dislexia funciona actualmente com dois psicólogos a tempo inteiro, Bruno Martins e Ana Rita Silva, e conta ainda com o apoio de estagiários e alunos do curso de Psicologia.

Aqui chegam crianças provenientes de praticamente todo o país para fazer o diagnóstico e tratamento, o qual, segundo a responsável, quanto mais cedo começar melhor.  “Nós fazemos diagnóstico especializado relativamente às perturbações do desenvolvimento da linguagem e da dislexia, bem como de outras perturbações que podem estar associadas, que são o deficit de atenção, perturbações de memória ou discalculia (desordem neurológica relacionada com números) ”, salientou.

Os programas de intervenção são feitos especificamente para cada caso, sendo que na unidade foram criados jogos didácticos que vão ser publicados.  A dislexia é uma perturbação do desenvolvimento que pode afectar uma criança em cada turma de 25 alunos, e tem impacto negativo na sua vida pessoal, académica e profissional.

“Só quem vive estas coisas é que percebe a enorme angústia dos pais que trazem os seus filhos aqui”, sublinhou.  Ana Paula Vale coordenou o primeiro estudo em Portugal sobre a prevalência da dislexia em crianças, concluindo que 5,4 por cento dos 1460 avaliados nos concelhos de Vila Real e Braga possuem dificuldade na área da leitura ou escrita.

Os resultados foram divulgados em Janeiro, depois de ter avaliado 1460 crianças do 2º, 3º e 4º anos de escolaridade dos concelhos de Vila Real e de Braga, num total de 23 escolas e 81 turmas.  Quanto ao perfil das crianças disléxicas, a investigadora adiantou que possuem dificuldades em ler e particularmente em escrever.  “É uma criança que tem problemas relativos à velocidade de processamento, tem também alguns deficits relativos à memória verbal, de trabalho e de curto prazo. Esta perturbação afecta todos os extractos sociais”, salientou.

Fonte: Ciência Hoje

Brincadeira de (muito) mau gosto…

Fui alertado, no Facebook, para aquilo que parece ser uma brincadeira de (muito) mau gosto, uma publicidade aos comboios da CP em plena cidade de Vila Real…

Os mais distraídos ou aqueles que não conhecem a região podem achar absurdo fazer tal afirmação mas, quem vive nesta região, ou a ela se desloca, facilmente percebe a razão da nossa indignação.

Senão, vejamos…

Primeiro foi a Linha do Tua, centenária e histórica que, devido ao abandono, acabou por causar acidentes e mortes que acabaram por justificar o seu encerramento… na verdade, não passou de um (mais precisamente 5, o numero de mortos na linha), crime premeditado com vista ao encerramento da linha por ser considerada “perigosa” e, em nome do “bem comum”, construir uma barragem que irá submergir o caminho-de-ferro.

Digo crime sem qualquer pudor, foi o que ali aconteceu e foi premeditado. Vendo o documentário “Para, Escute, Olhe”, de Jorge Pelicano, podemos perceber isso ao ver o sorriso estampado no rosto do nosso Primeiro-ministro quando visita o local da futura barragem e entre um esfregar de mãos afirma… “agora só falta aqui o cimento”…

Se as investigações das sucatas se estendessem às cimenteiras, talvez fosse mais fácil perceber o porquê de tanta satisfação…

Depois do Tua, e sem qualquer respeito pelas populações, eis que a Linha do Corgo (Vila Real-Régua), é também encerrada e os carris são retirados.

È dada a desculpa da manutenção, que duraria 1 ano mas… já lá vão 3 e dos carris nem sinal… talvez, digo eu, tenham servido para mais uma troca comercial com o senhor Godinho, o tal sucateiro de Ovar que já anteriormente roubou parte dos carris da linha do Tua.

Actual Linha do Corgo sem carris
Actual Linha do Corgo sem carris

Juntando ao fecho destas duas linhas, que tanta utilidade tinham para as populações locais (para algumas é mesmo o único meio de transporte), existe a situação degradante da Linha do Douro (Pocinho-Porto), e das composições que nela circulam.

Basta uma breve viagem, ou uma conversa com algumas pessoas que usam esta ligação à muitos anos, para perceber que as carruagem têm mais de 40 anos, com todo o desconforto que nos é oferecido.

Vamos gastar milhões, desnecessários, para construir um TGV entre Lisboa e Madrid, a única utilidade, mostrar a grandeza que não temos mas, à bom “tuga”, mais vale parecer do que ser.

Agora, e voltando ao tema que me levou a escrever este post, eis que a CP coloca em pleno centro de Vila Real, um outdoor solicitando às pessoas para viajarem de comboio… irónico, no mínimo.

Para além do dinheiro desnecessariamente gasto em acções de marketing do género, elas são completamente enganosas… na região não existem comboios (foram roubados), e os poucos que existem estão a anos-luz da bela e moderna locomotiva que aparece na imagem.

Diria Sherlock Holmes… “lamentável meu caro Watson”… nós, por aqui, podemos dizer… lamentável caro Sócrates.

Termino este post de uma forma que tenho terminado muitos outros, infelizmente…

E assim se vai gastando o dinheiro dos contribuintes…